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Breast cancer affects brain function, study shows   Leave a comment


Acabamos de  receber este artigo, publicado em 14 de novembro no site do RSNA- Colégio Americano de Radiologia, mostrando o que era possível suspeitar que ocorrereia de qualquer forma: ao atacar as células cancerosas a quimioterapia mata também as células boas e, no caso, os neurônios daquelas mulheres que fizerem o tratamento quimioterápico.

Seria bom que não precisássemos disso e o fóco é o  diagnóstico precoce, o que defendemos a princípio.

Na  Sonimage e da Clínica Lucy Kerr , mais de 40 mil estão arquivados e catalogados em nossos arquivos de dados, servindo como fonte de consulta, conhecimento e aprimoramento contínuo.

Esse acervo é resultado do cuidado, atenção e importância que dedicamos para cada paciente que atendemos no nosso dia a dia. A razão da nossa qualidade é o respeito rigoroso a utilização de protocolos completos,  que foram validados por pesquisas clínicas controladas e são os mais confiáveis e indicados para detectar afecções e doenças, mas raramente são empregados na rotina das clínicas em geral, pois demandariam muito tempo.  Trabalhamos cuidadosamente, caso a caso, dedicando muita atenção, tempo e trabalho para conseguir esclarecer o problema. Aqui se realiza o exame completo, sem a preocupação de cumprir uma agenda de produtividade, pois como pesquisadores damos importância aos detalhes visando  o diagnóstico precoce, cujas primeiras manifestações costumam ser sutis e requerem muita atenção do médico especialista para diagnosticá-las. Conhecimento, atenção, tempo, dedicação e interesse. Os laudos ultrassonográficos emitidos pela Sonimage e Clínica Lucy Kerr são extremamente detalhados e permitem ao médico clínico decidir a conduta precisa em cada caso e o acompanhamento confiável da doença. Os princípios  que norteiam o trabalho da equipe   da Dra. Lucy Kerr hoje e sempre são:

  •  conhecimento e excelência do equipamento;
  •  pioneirismo em novas metodologias;
  •  protocolo completo que garante a confiabilidade do resultado e reprodutibilidade;
  •  análise comparativa criteriosa para auxiliar na conduta.

É este padrão de diagnóstico que realizamos e oferecemos aos nossos pacientes, visando que o cancer de mama seja diagnosticado antes de ser necessária quimioterapia. segue o resumo do artigo:

 Breast cancer affects brain function, study shows

By Kate Madden Yee, AuntMinnie.com staff writer – November 14, 2011

Breast cancer survivors show significant neurological impairment, especially those who have undergone chemotherapy, according to a new study published online Monday in Archives of Neurology.

Shelli Kesler, PhD, of Stanford University School of Medicine, and colleagues investigated whether profiles of brain activation differ among breast cancer survivors treated with or without chemotherapy compared to healthy controls (Arch Neurol, November 2011, Vol. 68:11, pp. 1447-1453). They found that in women with breast cancer, the left caudal lateral prefrontal brain region may be particularly susceptible to the effects of chemotherapy, as well as disease severity.

The study included 25 women who had breast cancer and had undergone chemotherapy and surgical procedures to treat it, as well as 19 breast cancer survivors who had surgical treatment only and 18 women with no significant medical history. The women in the breast cancer groups were free of disease and had no history of recurrence at the time of the study.

Kesler’s team used functional MRI (fMRI) to measure prefrontal brain activation associated with executive function — that is, the ability to plan and organize. Each of the women who participated in the study performed a card-sorting task that required them to ascertain an implicit rule organizing the categorization of geometric figures.

Using variations in fMRI contrast values, the researchers measured three brain activation areas:

  1. Brodmann area (BA) 10/46: Left middle dorsolateral prefrontal gyrus extending into left inferior frontal gyrus (controls attention and memory)
  2. BA 8: Left caudal lateral middle frontal gyrus (in charge of switching attention between alternatives)
  3. BA 6: Left medial frontal gyrus (planning complex, coordinated movements)

Between-group differences in functional brain activation were shown by contrast value (a measurement of the brain’s activation during the test minus its activation before).

Contrast value according to treatment type

 

 

BA 10/46

BA 8

BA 6

Chemotherapy group, mean

1.90

2.96

0.41

No-chemotherapy group, mean

3.72

7.02

0.97

Healthy control group, mean

6.42

9.95

3.38

Survivors of breast cancer showed significantly reduced BA 10/46 and BA 6 function compared with the controls, irrespective of treatment history, Kesler’s group found. But the team was particularly interested to find that reduced BA 8 function was unique to the women who had received chemotherapy, suggesting neurotoxic injury from the treatment, according to the researchers.

The group also found that negative effects of chemotherapy on brain function may be exacerbated by factors such as increased age and lower educational level.

 LUCY KERR

Publicado 19/11/2011 por lucykerr em Ultrassonografia

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Publicado 11/11/2011 por lucykerr em Ultrassonografia

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TECNOLOGIA DE IMAGEM PODE AJUDAR OS MÉDICOS A DETERMINAR O MELHOR TRATAMENTO PARA PACIENTES COM DOENÇA DE CROHN   Leave a comment


http://www.uofmhealth.org/um_core/ccurl/593/351/RubinJonathan11(11).JPG

 Dr. Jonathan Rubin examinando pacientes

Elastografia ajuda a diferenciar a inflamação intestinal da fibrose  e ajuda o médico a administrar tratamento correto na hora certa

Publicado no periódico de 28 de outubro de 2011 do ARDMS – American Register of Diagnostic Medical Sonographer e escrito por Justin Harris, jornalista

ANN ARBOR, Michigan – É difícil para os médicos saber se um paciente com doença de Crohn tem fibrose intestinal, o que requer cirurgia, ou inflamação, que pode ser tratado com medicamento. Um novo método de imagem  tornou essa tarefa mais fácil, de acordo com um estudo da UM-led. Trata-se da elastografia por ultrassonografia, que  diferencia  de forma não invasiva a inflamação da fibrose, permitindo que os pacientes recebam atendimento mais adequado e oportuno. O estudo foi publicado na edição de setembro de Gastroenterologia.

Pacientes com doença de Crohn sofrem de inflamação crônica do intestino, que ao longo do tempo pode causar cicatrizes, culminando com extensa fibrose intestinal. No estágio em que a doença apenas acarreta inflamação intestinal os pacientes são tratados com medicamentos que suprimem o sistema imunológico, mas quando o intestino já fibrosou, este tratamento não é mais eficaz e os pacientes com fibrose intestinal deverão ser tratados cirurgicamente. Entretanto, ambos acarretam espessamento intestinal como manifestação morfológica. Nenhum método de diagnóstico por imagem, incluindo a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, conseguiu diferenciar a inflamação da fibrose intestinal nos portadores de Doença de Crohn e muitos pacientes com fibrose são muitas vezes tratados inicialmente com drogas que suprimem o sistema imunológico, que são caras, tem muitos efeitos colaterais e nenhum resultado eficaz nesses pacientes.

“Estas terapias são potentes, caras e acarretam risco”, diz Ryan Stidham, professor clínico no Departamento de Medicina Interna. “E, para pacientes com fibrose, esse tratamento pode ser em vão.”

O tecido intestinal inflamado é mais mole do que o tecido fibrótico, que é duro e espesso. O novo método usa o ultrassom acoplado a elastografia para medir a dureza relativa e a espessura dos tecidos dentro do corpo, potencialmente permitindo que os médicos diferenciem entre as duas condições, sem realizar a cirurgia. Em modelos animais, a elastografia ultrassonográfica foi capaz de dizer com precisão a diferença entre o tecido inflamado e o tecido cicatricial.

“O objetivo deste estudo é dispor de uma tecnologia que possa fazer a distinção entre a fibrose e a inflamação”, diz Stidham, o principal autor do estudo. “Queremos saber se vale à pena realizar a terapia medicamentosa ou se a pessoa deve ser operada.”

Os pesquisadores também descobriram que a elastografia ultrassonográfica foi capaz de diferenciar entre o intestino normal e o fibrosado em um estudo piloto humano. Pacientes já agendados para o tratamento cirúrgico foram submetidos à avaliação por elastografia ultrassonográfica antes da cirurgia e as estenoses por fibrose foram identificadas em cada caso.

Stidham diz que o próximo passo do grupo é uma pesquisa  a longo prazo em  humanos, a partir deste inverno. Se a elastografia ultrassonográfica for capaz de avaliar com precisão a situação do doente, os médicos serão capazes de tratar os pacientes portadores de doença de Crohn no estágio de inflamação ou fibrose de maneira mais eficaz.

Segundo Stidham “a elastografia ultrassonográfica tem grande potencial para fornecer uma indicação clara que ajudará a determinar se o tratamento medicamentoso ou cirúrgico é o mais indicado  para o paciente em questão e mais precocemente no curso da doença.”

Imagens de elasticidade pelo ultrassom para detecção de fibrose e inflamação intestinal em ratos e seres humanos com doença de Crohn

Fundamentos

A fibrose intestinal causa muitas complicações na doença de Crohn (DC). Os biomarcadores e os métodos de imagem disponíveis no momento não têm a acurácia necessária para diferenciar a inflamação intestinal de fibrose. A imagem da elasticidade por ultrassom transcutânea (UEI) é uma abordagem promissora não invasiva para medir propriedades mecânicas dos tecidos. Nossa hipótese é que a UEI pode diferenciar as  alterações inflamatórias da parede intestinal das fibróticas, tanto em  modelos animais com colite e seres humanos com DC.

Método

Ratas Lewis fêmeas foram submetidas a enemas com ácido sulfônico trinitrobenzênico produzindo modelos de colite inflamatória aguda (n = 5) e fibrose intestinal crônica (n = 6). O rastreamento com UEI usou um novo modelo algorítmico rastreador do pontilhamento para estimar a elasticidade tecidual. O segmento intestinal ressecado foi avaliado para determinar o grau de inflamação e fibrose. Sete pacientes consecutivos com DC estenosante foram estudados com UEI e tiveram o segmento intestinal estenótico ressecado e também um segmento intstinal normal foi avaliado pela elastografia ex vivo e submetido histopatologia.

Resultados

A elastografia transcutânea foi capaz de diferenciar a inflamação aguda (-2,07) da crônica fibrótica (-1,10) em modelos de ratos com doença inflamatória intestinal (IBD; P = 0,037). A elastografia transcutânea também diferenciou o intestino estenótico (-0,87) do tecido intestinal delgado normal (-1,99) em humanos com DC (P = 0,0008) e nestes resultados também tiveram boa correlação com a elastografia ex vivo (r = -0,81).

Conclusões

UEI pode diferenciar  a doença intestinal inflamatória da fibrótica em modelos de ratos de IBD e pode distinguir entre fibrose intestinal e intestino não afetado em um estudo piloto em humanos com CD. A UEI representa uma nova tecnologia com potencial para se tornar uma medida objetiva da progressão da fibrose intestinal. Estudos clínicos prospectivos na CD são necessários.

Imaging technology might help doctors determine best treatment for Crohn’s disease patients

Diagnostic tool for distinguishing intestinal inflammation from fibrosis could allow doctors to deliver efficient, timely treatment

ANN ARBOR, Mich. — It’s difficult for doctors to tell whether a patient with Crohn’s disease has intestinal fibrosis, which requires surgery, or inflammation, which can be treated with medicine. A new imaging method might make that task easier, according to a U-M-led study.

Ultrasound elasticity imaging, or UEI, could allow doctors to noninvasively make the distinction between inflammation and fibrosis, allowing patients to receive more appropriate and timely care. The study was published in the September edition of Gastroenterology.

Crohn’s disease patients suffer from chronic inflammation of the intestines, which over time can cause scar tissue to form, resulting in intestinal fibrosis.

Patients with intestinal inflammation usually are treated with medicines that suppress their immune system, while patients with fibrosis are treated surgically. Because current diagnostic tests, including CT scans and MRIs, cannot detect the difference between the two conditions, many patients with fibrosis are often initially treated with immune system-suppressing drugs, which are expensive and are unlikely to help.

“These therapies are potent, costly and carry risk,” says Ryan Stidham, M.D., clinical lecturer in the Department of Internal Medicine. “And for patients with fibrosis, such treatment might be for naught.”

Inflamed intestinal tissue is softer than fibrotic tissue, which is hard and thick. The new method uses ultrasound to measure the relative hardness and thickness of tissue inside the body, potentially allowing doctors to differentiate between the two conditions without performing surgery. In animal models, UEI was able to accurately tell the difference between inflamed tissue and scar tissue.

“The goal of this study is to have technology that can make the distinction between fibrosis and inflammation,” says Stidham, the lead author of the study. “We want to know if it’s worth it to push medical therapy, or if a person is destined for surgery.”

The researchers also found that UEI was capable of differentiating between fibrotic and unaffected intestine in a pilot human study. Patients already scheduled for surgical treatment underwent UEI assessment prior to surgery, and fibrotic strictures were identified in each case.

Stidham says the next step in the group’s research is a long-term human clinical trial, beginning this winter. If UEI is able to accurately assess a patient’s condition, doctors will be able to more efficiently treat Crohn’s disease patients suffering from inflammation or fibrosis.

“UEI has great potential to provide a clear measurement that helps clinicians judge whether medical or surgical management is best for the individual patient earlier in their disease course.” Stidham says.

Additional authors: From U-M: Laura A. Johnson, David S. Moons, Barbara McKenna, Jonathan M. Rubin, Peter D. Higgins; From University of Pittsburgh: Jingping Xu, Kang Kim

Citation: Gastroenterology, DOI:10.1053/j.gastro.2011.07.027; published online July 25, 2011. “Ultrasound Elasticity Imaging for Detecting Intestinal Fibrosis and Inflammation in Rats and Humans With Crohn’s Disease”

Disclosures: None

Funding: National Institutes of Health grants

Ultrasound Elasticity Imaging for Detecting Intestinal Fibrosis and Inflammation in Rats and Humans With Crohn’s Disease

Gastroenterology. Volume 141, Issue 3 , Pages 819-826.e1, September 2011

Ryan W. Stidham ,,Jingping Xu,  Laura A. Johnson,  Kang Kim, David S. Moons, Barbara J. McKenna , Jonathan M. Rubin,  Peter D.R. Higgins 

published online Gastroenterology  25 July 2011.  Ralf Kiesslich and Thomas D. Wang, Section Editors

Background

Intestinal fibrosis causes many complications of Crohn’s disease (CD). Available biomarkers and imaging modalities lack sufficient accuracy to distinguish intestinal inflammation from fibrosis. Transcutaneous ultrasound elasticity imaging (UEI) is a promising, noninvasive approach for measuring tissue mechanical properties. We hypothesized that UEI could differentiate inflammatory from fibrotic bowel wall changes in both animal models of colitis and humans with CD.

Methods

Female Lewis rats underwent weekly trinitrobenzene sulfonic acid enemas yielding models of acute inflammatory colitis (n = 5) and chronic intestinal fibrosis (n = 6). UEI scanning used a novel speckle-tracking algorithm to estimate tissue strain. Resected bowel segments were evaluated for evidence of inflammation and fibrosis. Seven consecutive patients with stenotic CD were studied with UEI and their resected stenotic and normal bowel segments were evaluated by ex vivo elastometry and histopathology.

Results

Transcutaneous UEI normalized strain was able to differentiate acutely inflamed (−2.07) versus chronic fibrotic (−1.10) colon in rat models of inflammatory bowel disease (IBD; P = .037). Transcutaneous UEI normalized strain also differentiated stenotic (−0.87) versus adjacent normal small bowel (−1.99) in human CD (P = .0008), and this measurement also correlated well with ex vivo elastometry (r = −0.81).

Conclusions

UEI can differentiate inflammatory from fibrotic intestine in rat models of IBD and can differentiate between fibrotic and unaffected intestine in a pilot study in humans with CD. UEI represents a novel technology with potential to become a new objective measure of progression of intestinal fibrosis. Prospective clinical studies in CD are needed.

Keywords: Ultrasound, Fibrosis, Crohn’s Disease, Elastography

Abbreviations used in this paper: CD, Crohn’s disease, IBD, inflammatory bowel disease, PBS, phosphate-buffered saline, RF, radiofrequency, TNBS, trinitrobenzene sulfonic acid, UEI, ultrasound elasticity imaging, YM, Young’s Modulus

 

ELASTOGRAFIA FOI O ÚNICO MÉTODO QUE DEMONSTROU BENIGNIDADE EM LESÃO MAMÁRIA SUSPEITA DE MALIGNIDADE (BIRADS IV)   Leave a comment


Lucy Kerr* e Deborah Rozenkwit**

Paciente de 54 anos, sexo feminino, ex-tabagista (fumou até 2001, quando apresentou “nódulos pulmonares”), veio ao nosso serviço com quadro de dor nas mamas e secreção papilar há cerca de um mês. Como antecedentes pessoais, refere remoção de “nódulo benigno” na mama esquerda (não soube referir o tipo histológico da lesão), papiloma intra-vesical e pólipos intestinais (removidos por via endoscópica), artrite reumatóide e hipotireoidismo. Tia paterna teve CA de mama. Trouxe exames realizados em outros serviços (Fig1):

  • Mamografia realizada em 18/01/11: nada foi visto de especial. Classificada como BIRADS II;
  • US realizado em 19/01/11: constatou somente alguns pequenos cistos (Fig 1A);
  • RNM foi solicitada após apresentar o quadro clínico de descarga papilar e realizada em 09/09/11, tendo mostrado realce em massa retro areolar da mama esquerda (Fig. 1 B/C) de aspecto indeterminado (BIRADS IV), tendo sido sugerida a comprovação anatomopatológica.

Fig. 1 (A/B/C). Exames de imagem realizados em outro serviço. A (acima.) mostra US em corte radial da mama esquerda com um cisto; B (centro) e C (abaixo) mostra RNM da mama esquerda evidenciando realce em massa retroareolar (seta vermelha) de aspecto indeterminado e classificada como BIRADS IV, tendo sido sugerida investigação histológica.

O exame US realizado em 28/09/11 na Sonimage constatou:

  • dois cistos às 1 e 4 horas da mama esquerda, medindo 0.5cm e 0.3cm, respectivamente;
  • um nódulo misto NM1 situado às 8 horas da mama direita, medindo 0.5×0.4×0.3cm nos maiores eixos. Este nódulo não foi visto na mamografia e ultrassonografia realizados de janeiro, nem na RNM de setembro de 2011 de outros serviços.
  • dilatação discreta do sistema ductal na mama esquerda. O ducto mais calibroso drena o lobo mamário das 9/10 horas da mama esquerda, atinge calibre máximo de 4.3mm na região retro areolar e apresenta um nódulo sólido no seu lúmen, que se insinua para os ramos ductais adjacentes, amoldando-se ao formato do sistema ductal (Fig. 2). A textura é ligeiramente hipoecogênica e quase isoecogênica em relação ao tecido adiposo mamário, pouco densa e homogênea, sem calcificações no seu interior:
  • NS1 intra ductal situado às 9/10 horas da mama esquerda, distando 8.8mm da pele, 8.3mm da papila e medindo 1.5×1.4×0.7mm nos maiores eixos.

Fig. 2 (A/B). US realizado na Sonimage em 28/09/11 da mama esquerda. A (acima.) em corte radial; B (abaixo), em corte perpendicular ao radial mostra o nódulo sólido medindo 15.3×5.9mm, que se amolda ao formato do sistema ductal e é quase isoecogênico com o tecido adiposo adjacente, porém nitidamente separado do mesmo pela parede ductal ecogênica, que está íntegra e não se mostra invadida pela nodulação. Este nódulo intra-ductal não invasivo não foi visto no ultrassom de outro serviço, nem na mamografia.

O estudo Doppler das mamas constatou que:

    • o nódulo sólido intra ductal NS1 da mama esquerda é irrigado por um pedículo vascular relativamente calibroso, que converge para a lesão, ramifica-se profusamente no seu interior e atinge o centro da nodulação, conferindo-lhe o aspecto hipervascularizado mostrado. (Fig.3A). No estudo com Doppler pulsátil observa-se velocidade de até 13.7cm/s internamente (padrão hipervascularizado do estudo Doppler).

Fig. 3 (A/B/C). A (acima.) Mapa a cores em 3-D (Power Doppler) da lesão intra-ductal da mama esquerda realizado na Sonimage em 28/09/11 mostra vaso calibroso que converge para a lesão e ramifica-se abundantemente no seu interior, dando aspecto hipervascularizado à mesma. No centro o estudo Doppler bidimensional com Power Doppler não visualiza o vaso convergente, mas mostra que internamente existem vários vasos, caracterizando o padrão hipervascularizado da lesão. O estudo com Doppler pulsátil à direita mostra fluxo intra lesional com até 13.7cm/s de velocidade sistólica máxima.

O estudo Elastográfico da mama esquerda constatou que:

  • o nódulo NS1 é maior no US de módulo B do que no elastograma (sinal de benignidade) e tem áreas de dureza intermediária (70%) intercaladas com outras moles (10%) e duras (20%) no elastograma manual e virtual (Fig 4 A, B, C), isto é, tem dureza muito similar ao parênquima adjacente, não sendo distinguível do tecido fibroglandular ao seu redor (sinal de benignidade). A velocidade de propagação das ondas de cisalhamento no interior do nódulo também é similar ao tecido fibroglandular (sinal de benignidade). (Fg. 5 A/B)

Fig. 4 (A/B/C). estudo elastográfico da lesão intra-ductal da mama esquerda . A (acima.), elastograma virtual mostra padrão intermediário de dureza; B (centro) e C (abaixo), elastograma manual com diferentes mapa a cores mostrando que o nódulo tem padrão de dureza similar ao tecido mamário adjacente. A escala de cores na barra à direita das imagens aponta superiormente a consistência mole e inferiormente a dura.

Fig. 5 A velocidade de propagação das ondas de cisalhamento no interior do nódulo mediu 2.43m/s e é similar ao tecido fibroglandular adjacente, onde mediu 2.32m/s, indicando que ambos têm consistência muito parecida, o que favorece a benignidade.

O parecer do laudo baseado nas características US e Doppler do nódulo sólido intra ductal NS1 identificado às 9/10 horas da mama esquerda não permitiram afastar a malignidade e foi classificado de padrão duvidoso (BIRADS IV). As hipóteses mais prováveis são:

    • papiloma ou papilomatose intraductal;
    • hiperplasia intra-ductal focal;
    • processo mitótico intra-ductal primário muito inicial e ainda não invasivo.

O aumento da vascularização intra nódulo sólido intra ductal NS1 (estudo Doppler) é um sinal muito suspeito de malignidade, assim como a irregularidade da lesão (US módulo B). Mas a análise elastográfica classificou o nódulo intra ductal como benigno, tanto no elastograma manual quanto no virtual, o que foi corroborado pela velocidade apurada.

Mas a elastografia é um método novo, ainda não unanimemente aceito e foi o único método que sugeria benignidade da lesão intra-ductal da mama esquerda. A PAAF da mesma foi indicada baseada na classificação BIRADS IV da RNM, do US módulo B e do estudo Doppler.

O resultado da PAAF foi papiloma intra-ductal (benigno).

Conclusão

Dos cinco métodos de diagnóstico por imagem realizados na investigação da mama desta paciente (mamografia, RNM, US módulo B, Doppler e Elastografia), cada um deles com um princípio físico distinto, somente a ELASTOGRAFIA conseguir afastar a malignidade da lesão intra ductal da mama esquerda, o que foi corroborado pela PAAF. Não deixa de ser interessante que a consistência, a dureza da lesão, justamente o princípio físico mais antigo utilizado na medicina (na palpação), tenha sido o mais preciso.

Comentários

  • A textura do papiloma é ligeiramente hipoecogênica e quase isoecogênica em relação ao tecido adiposo mamário, o que pode explicar a não visualização no exame ultrassonográfico prévio, pois um nódulo com essas características exige uma sonda de altíssima resolução, como a que foi utilizada na Sonimage (18MHz). Uma sonda convencional de 7.5 a 10MHz pode não ter a resolução de contraste para identificá-la e a massa pode ter sido confundida com o próprio lúmen ductal (falso-negativo técnico por falha do equipamento). A irregularidade dos limites da nodulação, que vai se amoldando ao formato do ducto também dificulta a visualização ultrassonográfica. Mas, mesmo com todas as condições técnicas propícias, se o médico não realizar todo o método de rastreamento mamário estipulado nos protocolos internacionais, poderá não identificar a lesão (falso-negativo técnico por falha do examinador).
  • Até o presente, verificamos que a elastografia é extremamente útil quando classifica como benigno um nódulo suspeito, sendo sua principal indicação em mama para os nódulos classificados como BIRADS IV pela mamografia, RNM ou US-módulo B, que constitui um grupo indefinido da classificação BIRADS, variando a probabilidade de malignidade de 2 a 90%. Até o presente não tivemos nenhum caso onde a elastografia tivesse classificado como benigno um nódulo maligno (falso-negativo) e essa elevada especificidade para benignidade tem permitido reduzir o número de biópsias necessárias, segundo uma extensa revisão publicada em setembro de 2011 no Ultrasound Quarterly (Garra BS, Elastography current status, future prospects, and making it work for you. Ultrasound Q 2011;27:177-86).

*Diretora da Sonimage, presidente do IKERR e Diretora Executiva da FISUSAL – Federação Internacional das Sociedades de Ultrassonografia da América Latina

**Estagiária do IKERR – Instituto Kerr

Publicado 18/10/2011 por lucykerr em Ultrassonografia

MOMENTO GRANDES MULHERES – Rádio USP : FM 93,7   Leave a comment


Publicado 07/10/2011 por lucykerr em Ultrassonografia, Videos

Entrevista Radio Globo: 04/08/2011   2 comments


Publicado 13/09/2011 por lucykerr em Ultrassonografia, Videos

Publicação: página mundial da Siemens   Leave a comment


Foi com enorme satisfação que recebemos o comunicado da Siemens do Brasil informando que nosso artigo sobre elastografia de mama realizado com o equipamento AS2000 foi publicado no site mundial de notícias da Healthcare, o Healthcare News e enviado no mês de Agosto aos clientes do mundo todo inscritos no boletim de notícias eletrônico (vide anexo). Segundo me informaram, é a primeira vez que um brasileiro publica na revista internacional da Siemens. Nesse artigo nós comentamos um caso de câncer de mama não visualizável com o ultrassom de alta resolução, mesmo quando utilizávamos a sonda de 18MHz, que apenas permitia visibilizar as microcalcificações existentes no local, mas que foi claramente e facilmente identificável com a elastografia. Essa possibilidade de se fazer diagnóstico dos falso-negativos da ultrassonografia existia na teoria, mas não existia um caso concreto clínico que o demonstrasse. E foi em nossas mãos que o primeiro caso foi detectado. A cada dia mais diagnósticos e mais perfeitos. Uma graça divina!

Aqueles que desejarem podem ver nosso artigo, que também está a disposição para acesso na internet no link abaixo. A página possui também um link para o nosso portal.”

Lucy Kerr

Veja aqui

Publicado 05/09/2011 por lucykerr em Ultrassonografia

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