Ultrassonografia e Doppler no Trato Gastrointestinal é tema do e-book da Dra. Lucy Kerr, uma das pioneiras em Ultrassonografia no Brasil   Leave a comment


Contento cerca de 400 páginas e mais de 500 imagens diagnósticas e análise de cases reais, o novo livro da Dra. Lucy Kerr – Ultrassonografia e Doppler do Trato Gastrointestinal – é o primeiro de autor brasileiro sobre o tema. A obra ensina as técnicas deste tipo de exame de forma detalhada, analisando os aspectos normais e anormais das alterações ultrassonográficas do trato gastrointestinal, assim como as alterações Doppler que acarretam oferecendo conhecimento amplo, detalhado e útil sobre a matéria. A autora é reconhecida por sua técnica meticulosa do protocolo ultrassonográfico, que lhe garantiu a obtenção de ilustrações pertinentes a cada caso com alta qualidade visual.

“Este é um assunto pouco abordado na área de Ultrassonografia, em Congressos ou até em livros especializados.  Mas o tema vem ganhando importância devido à grande disseminação do exame ultrassonográfico na prática clínica, permitindo que a patologia intestinal seja detectada casualmente em rastreamentos de rotina. Estudos realizados recentemente  permitiram caracterizar uma grande variedade de patologias intestinais detectáveis e  diagnosticáveis  pela ultrassonografia ao ponto do método ter um papel importantíssimo na investigação primária em algumas condições. Entre eles a apendicite, a diverticulite aguda e a Doença de Crohn”, explica a médica.

Segundo a doutora as sondas  ultrassonográficas de alta resolução ampliaram o universo diagnóstico  e a  precisão da avaliação  de toda a parede intestinal e suas patologias (além da mucosa, o que não é possível com a endoscopia convencional). O trato gastrointestinal é um assunto do qual a especialista tem larga experiência na  prática clínica de mais de 20 anos. Agora, pretende compartilhar com a classe médica seu aprendizado. Dedicou-se a escrevê-lo nos últimos dois anos. “Para você ter uma idéia, a parte de Doppler, por exemplo, estudada com detalhes e contendo inúmeras ilustrações na obra, tem escassas referências na literatura nacional e internacional”, afirma.

Voltado para profissionais que atuam em Medicina Interna, Gastroenterologia, Endoscopia Digestiva e Proctologia, o livro estará à venda on-line no portal www.lucykerr.com.br.

E-book – Ultrassonografia e Doppler no Trato Gastrointestinal                                              

  • Autora – Dra. Lucy Kerr
  • Formato PDF – 1024 X 768 Pixels
  • Páginas – 400
  • Edição do autor

Dra Lucy Kerr - Formada em medicina pela Universidade de São Paulo (USP), pós graduou-se em Ultrassonografia Diagnóstica pela Wake Forest University, como bolsista do CNPq e complementou seus estudos na Thomas Jefferson University, ambas nos EUA. É especialista em Ultrassom por quatro entidades nacionais (SUSEM-Sociedade Brasileira de Ultrassom em Medicina e Biologia, CBR-Colégio Brasileiro de Radiologia, AMB-Associação Médica Brasileira e SBUS- Sociedade Brasileira de Ultrassonografia) – além de duas internacionais (ARDMS –  American Registry of Diagnostic Medical Sonographers e FISUSAL- Federação Internacional das Sociedades de Ultrassonografia da América Latina). Agraciada com duas comendas – Ordem do Mérito Ultrassonografia Brasileira  (2012) da Sociedade Brasileira de Ultrassonografia e a Comenda da Ordem do Mérito Médico (1991), concedida pelo Ministério da Saúde, ambas refletem o reconhecimento ao seu desempenho em prol da ciência e na defesa profissional da classe médica nacional e internacional, especialmente no campo da ultrassonografia.  Atualmente é diretora da Sonimage- diagnóstico médico por Ultrassom e mantém vários cursos de ensino presencial e à distância aprovados  pela comissão de acreditação da  AMB para pontuação e renovação do título de especialista. A médica é diretora do Instituto Kerr, uma ONG  de Ensino, Pesquisa e atendimento popular. Também e autora dos livros Ultrassonografia de Alta Resolução da Tireóide e Ultrassonografia da Infertilidade Feminina.

Publicado 06/11/2013 por lucykerr em oportunidades

VI Simpósio de Ultrassonografia e Radiologia – RJ   Leave a comment


Publicado 06/11/2013 por lucykerr em oportunidades

Exames de imagem podem substituir o toque retal   3 comments


Foi publicado no Jornal O Dia – RJ em 03 de outubro de 2013 uma matéria que menciona o que  realizamos de rotina em nosso laboratório, único no Brasil: o exame tríplice da próstata, o mais completo de imagem e mais diagnóstico: US,  DOPPLER E ELASTOGRAFIA.

Exames de imagem podem substituir o toque retal

Nova técnica reúne três tipos de análises pouco invasivas para detectar câncer de próstata

O DIA

Rio – O ‘temido’ toque retal para detectar câncer de próstata ganhou alternativas pouco invasivas. São três exames de imagem que, juntos, dariam fim a cenário preocupante: segundo o Centro de Referência em Saúde do Homem, em São Paulo, em 2011 pelo menos 20% dos seus pacientes entre 45 e 70 anos (3 mil homens) se recusaram a fazer exames, porque eram de toque retal. O percentual é alto, levando-se em conta a importância do diagnóstico precoce para a cura.
Ainda pouco usado, o método tríplice é composto pela ultrassonografia, que rastreia alterações na textura da próstata; pelo Doppler, que verifica a vascularização da área; e pela elastografia, outro exame de imagem, que mede a elasticidade dos tecidos, detectando locais mais ‘rígidos’, onde o tumor possa estar.

O exame tríplice aumenta a probabilidade de se detectar o câncer na fase inicial, quando as chances de cura chegam a 90%. Além disso, é realizado em um único procedimento. A ultrassonografista diagnóstica Lucy Kerr defende que o método garante mais precisão, alcançando áreas afetadas que podem não ser localizadas normalmente. Além disso, a possível falha de um método pode ser detectada pelo outro. “No exame de toque, não se consegue perceber tumores infiltrativos da próstata, que são os piores”, afirma Kerr.

A técnica não é unanimidade no meio médico, pela complexidade. “O padrão é fazer o diagnóstico através do toque retal e da dosagem de PSA no sangue (enzima característica de tumores)”, ressalta João Manzano, representante da área de próstata da Sociedade Brasileira de Urologia. “O tríplice pode ser algo complementar, como a ressonância magnética”, diz. Além do exame do toque, a única técnica oferecida pelas secretarias municipal e estadual de Saúde do Rio é a ultrassonografia.

Uma doença que avança sem sintomas

Doença silenciosa e quase sem sintomas, o câncer de próstata se manifesta com sinais semelhantes aos do aumento benigno da glândula (dificuldade ou necessidade excessiva de urinar). O exame deve ser feito a partir dos 45 anos, quando os tumores normalmente surgem.

O diagnóstico é considerado precoce até o momento em que o tumor está restrito à próstata. Se invadir outros órgãos, a cura é mais difícil.

Após a comprovação através da biópsia, o tratamento pode ser realizado pela radioterapia ou por cirurgia.

Prevenção, diagnóstico, tratamento

Na última semana, foi aprovada, pelo Senado Federal, a política de atenção integral à saúde do homem no SUS. A medida inclui prevenção, detecção precoce, diagnóstico e tratamento de doenças que atingem a população masculina.O Rio já dispõe de um Centro de Atenção à Saúde do Homem, instalado na Policlínica Piquet Carneiro. A unidade oferece exames de toque, ultrassonografia e dosagem de PSA para a avaliação de tumores na próstata.

http://odia.ig.com.br/noticia/mundoeciencia/2013-10-03/exames-de-imagem-podem-substituir-o-toque-retal.html

Publicado 07/10/2013 por lucykerr em Ultrassonografia

A SONIMAGE É REFERÊNCIA DE QUALIDADE NO BRASIL   Leave a comment


A Sonimage é referência de qualidade no diagnóstico ultrassonográfico (US) no Brasil e realiza pesquisas contínuas nessa área.

Cada paciente é examinado pelo protocolo US completo elaborado para se obter o máximo de informação que o método oferece, raramente aplicado na rotina, pois demandam muito tempo.

Realizamos o exame completo, sem a preocupação de cumprir uma agenda de produtividade, pois objetivamos fazer o diagnóstico precoce,  cujas primeiras manifestações costumam ser sutis e requerem muita atenção do médico especialista para diagnosticá-las.

DETALHES E MÉTODOS QUE SE COMPLEMENTAM SÃO IMPORTANTE

Valorizamos os detalhes e empregamos a metodologia “três em um” de rotina: em um só procedimento o paciente é submetido a três exames de imagem sucessivamente, com princípios físicos distintos e informações diagnósticas complementares interpretadas conjuntamente e correlacionadas:

  • a Ultrassonografia, que utiliza o princípio acústico para desvendar a anatomia e a patologia dos órgãos e tecidos;
  • o Doppler, que analisa o movimento através do princípio Doppler e é geralmente utilizado para visualizar o padrão de vascularização dos tecidos examinados;
  • a Elastografia, que utiliza o princípio da elasticidade para desvendar a dureza dos órgãos, tecidos normais ou patológicos.

Dessa forma aumentamos a acuidade diagnóstica. Se persistir dúvida quanto a benignidade ou malignidade da lesão detectada procede-se aos exames invasivos, como a biópsia.

Outros casos requerem apenas  a observação após intervalo de  tempo apropriado para detectar as mudanças ocorridas na lesão ao longo do tempo e aumentando a acuidade diagnóstica.  Essa técnicapermite extrair o máximo de informação de cada caso examinado.

Os laudos ultrassonográficos emitidos pela Sonimage são detalhados, pois visam o acompanhamento evolutivo, mas também incluem um resumo dos achados pertinentes, que interpretam sucintamente o linguajar US para o clínico, permitindo que ele defina a conduta com rapidez e eficiência e tenha o acompanhamento confiável da doença.

A clínica Sonimage é pioneira em US no Brasil e sempre se manteve à frente dos avanços tecnológicos. No passado recente lançou a elastografia, a qual permite detectar a alteração da dureza tecidual provocada pela doença ou a consistência correta dos tecidos normais. A Elastografia inicialmente foi desenvolvida para  avaliar a dureza do fígado e evitar a biópsia hepática na cirrose ou  na hepatite crônica, pois pode dizer se o órgão está endurecido (como na cirrose, na hemocromatose  e nos tumores) ou amolecido (como na esteatose e abscessos). Novas aplicações para o método surgiram e atualmente é utilizado na diferenciação entre nódulo Benigno vs Maligno da Mama, da Tireóide, dos Linfonodos cervicais, do Fígado e da Próstata, entre outros. A Elastografia também pode detectar o tumor que não é visto pelo US por ser isoecogênico, mas pode ser identificado pela elastografia por ser  duro. Em qualquer situação mantemos os princípios que norteiam nosso trabalho:

  • Excelência do equipamento e pioneirismo em novas metodologias;
  • Protocolo completo que garante a reprodutibilidade e confiabilidade dos resultados;
  • Análise comparativa criteriosa para auxiliar no diagnóstico e na conduta.

  • Figura 19 do livro de US e Doppler do trato Gastrointestinal da Dra. Lucy Kerr mostra o Padrão de linfadenopatia parietal e perintestinal. A imagem em transversal mostra o cólon e o intestino delgado e, entre ambos, o mesentério ecogênico exibe dois linfonodos (setas) identificados pela via transvaginal, mergulhados no tecido ecogênico mesenterial.

Publicado 23/09/2013 por lucykerr em Ultrassonografia

MEU LIVRO DE ULTRASSONOGRAFIA E DOPPLER DO TRATO GASTROINTESTINAL   Leave a comment


Deverá ser lançado o meu livro de Ultrassonografia e Doppler do Trato Gastrointestinal  durante o Congresso Anual da SBUS-Sociedade Brasileira de Ultrassonografia, a ser realizado nos dias 23 a 26 de outubro de 2013 no Centro de Convenções Frei Caneca, com direito a autógrafo da autora dos que o adquirirem durante o evento. Em alguns casos específicos também abordamos um pouco  da elastografia.

O trato gastrointestinal é um assunto no qual temos muita experiência e quase não é abordado em congressos e livros de US. Recheamos o nosso livro de ilustrações preciosas e muito elucidativas da anatomia e patologia gastrointestinal, que poderão servir para estudo e aulas, pois o livro estará sendo lançado em formato de e-book para baratear e manter em boa definição a qualidade das imagens.

Mas para aqueles que são tradicionalistas e gostam de ter a cópia impressa temos a opção de mandar imprimir o livro também. Espero que gostem. Dedicamos muitas horas dos últimos 2 anos para redigi-lo, corrigi-lo e colocá-lo a venda.

AQUI VAI UM TRECHO DO LIVRO PARA EXEMPLIFICAR O QUE OS ESPERA:

Doppler da massa gastrointestinal parietal ou endoluminal benigna. A massa endoluminal benigna, na vasta maioria dos casos, corresponde a pólipo e o mapa a cores é muito elucidativo nesses casos. Ele mostrará pedículo vascular único (artéria e veia) penetrando na base da lesão e, após adentrar na massa, segue trajeto central dicotomizando-se profusamente e, a cada dicotomização, tornando-se menos calibroso (Fig. 15). A quantidade de vasos no interior de um pólipo benigno pode ser muito grande, especialmente nos maiores e com maior atividade celular, mas sempre mantém uma distribuição homogênea “fisiológica” e não apresenta neovasos anômalos, enovelados, shunts arteriovenosos ou fragmentação que são sugestivos de tortuosidade (sinais de malignidade).   No estudo com Doppler pulsátil a velocidade está aumentada (VSM > 10cm/s)  e a resistência diastólica ao fluxo está diminuída (RI < 0.98), podendo variar de discreta a moderadamente reduzida, sendo esta alteração sempre menos acentuada que o observável nos processos inflamatórios agudos. O fluxo venoso preserva as oscilações em fase com a respiração. Ocasionalmente o pólipo intestinal pode simular câncer, especialmente quando não se identifica pedículo único penetrando no interior da lesão (Fig. 25).

 

Figura 15 A,B,C, D. Padrão US de pequena massa endoluminal do cólon.  A imagem transvaginal do cólon sigmoide em transversal na fossa ilíaca esquerda (15A, superior  à esquerda), mostra uma massa no lúmen intestinal de 1.5 cm de diâmetro (cabeças de setas), ligeiramente menos ecogênica do que o restante do conteúdo da alça. Observar que a assinatura intestinal está preservada nesse segmento ao redor do nódulo, que parece estar solto no lúmen intestinal. Mas foi apenas no estudo Doppler da lesão (15B, superior à direita), que se identificou o pedículo vascular proveniente da parede lateral esquerda do intestino, percorrendo curto trajeto até penetrá-la e ramificar-se profusamente no seu interior, indicando que correspondia a tecido vivo endoluminal e afastando a possibilidade de ser apenas fezes. Desenho ilustrativo (15C, inferior à direita) mostrando dois pólipos do cólon (fonte: http://medicalpicturesinfo.com/human-colon) e a peça cirúrgica de pólipo pediculado do cólon (15D, inferior à direita)  (fonte: http://pqax.wikispaces.com/Tema+30.-+Patolog%C3%ADa+intestinal.)

Figura 15 E,F. Doppler e colonoscopia da pequena massa endoluminal do cólon.  O Doppler pulsátil (15E, à esquerda) identifica fluxo de  velocidade moderadamente aumentada (16.1cm/s) e baixa resistência diastólica ao fluxo (RI = 0.61) intra vegetação. Esse padrão US é frequente em pólipos intestinais. O aspecto de pólipo pediculado benigno do cólon foi corroborado na colonoscopia realizada dias depois  (15F, à direita).

A figura 25 e muito mais estão no  livro.

Publicado 16/09/2013 por lucykerr em Ultrassonografia

10 BONS MOTIVOS PARA VOCÊ NÃO FAZER MAMOGRAFIA – parte 5   1 comment


Concluímos aqui nossas explicações sobre os perigos da mamografia e sua incapacidade reduzir a mortalidade pelo câncer de mama segundo dados científicos disponíveis em várias fontes, inclusive o site do INC-USA (Instituto Nacional do Câncer – EUA) atualizado em  5 abril de 2013 e que vertemos  para linguajar menos técnico. Anexo ao final as fontes bibliográficas para os interessados. Repetindo:

  • A exposição anual à radiação propicia o surgimento do câncer mamário (denominado de câncer radiogênico). Se te disseram que esse perigo é desprezível, te enganaram. Veja abaixo a exposição esclarecedora.
  • A compressão demasiada do tecido mamário durante o exame contribui para que o câncer se espalhe pelo restante do corpo, caso esteja presente na ocasião do exame.   
  • Atraso no diagnóstico do câncer que está presente, mas não é detectado pela mamografia, o que é denominado de falso-negativo.  
  • As chances de cura reduzem quando há atraso no diagnóstico e tratamento do câncer de mama devido a uma mamografia falso-negativa (piora o prognóstico).
  • Um terço de todos os casos de câncer de mama surge no intervalo entre as mamografias.
  • Não ter, mas ser diagnosticada como tendo câncer, o que é denominado de falso-positivo.  
  • Diagnóstico é exagerado e o tratamento excessivo, um problema grave e comumente ignorado pelas mulheres.
  • Baixo controle de qualidade.
  • A mamografia não reduz a mortalidade por câncer de mama, deixando de realizar justamente o propósito pelo qual ela foi introduzida no diagnóstico médico.
  • É um exame superado por outros mais modernos e eficientes, particularmente a ULTRASSONOGRAFIA de alta resolução com Doppler colorido e a ELASTOGRAFIA (3 métodos em um único procedimento) e a  RESSONÂNCIA MAGNÉTICA.

CONHECENDO EM DETALHES O  NONO E DÉCIMO MOTIVOS

9. A mamografia não reduz a mortalidade por câncer de mama, deixando de realizar justamente o propósito pelo qual ela foi introduzida no diagnóstico médico. A despeito de ser propalado há muito tempo que a mamografia realizada periodicamente reduz a mortalidade por câncer de mama, esse fato jamais foi realmente comprovado. Na realidade, a vasta maioria dos cânceres não é afetada pela detecção precoce e há uma forte evidência favorecendo que a principal variável que determina a probabilidade de sobrevivência da mulher com câncer de mama é o determinismo biológico do tumor,  uma combinação de virulência do tipo específico do tumor e a resposta do hospedeiro ao desenvolvimento dele, que seria mais importante do que a detecção precoce. Os que clamam a favor da mamografia baseiam-se em 8 grandes séries internacionais, abrangendo cerca de 500.000 mulheres, estudos randomizados teoricamente controlados e muito bem realizados.  Mas quando esses estudos foram analisados em profundidade, apenas 66.000 mulheres menopausadas foram adequadamente estudadas e randomizadas para permitirem análises estatísticas válidas. E, nesse grupo de mulheres, nenhuma evidência foi encontrada que demonstrasse que o rastreamento periódico com a mamografia diminuísse a incidência de câncer de mama. E os autores concluem que não há justificativa para submeter às mulheres ao rastreamentos mamográficos periódicos. Outras conclusões deste estudo foram apresentadas no encontro de 6 de maio d e 2001 May 6, 2001 do  National Breast Cancer Coalition in Washington, D.C. e publicadas em julho de 2001 no relatório do Nordic Cochrane Centre. E se mulheres continuarem a irradiar com a mamografia as delicadas células ductais e lobulares da mama, muito suscetíveis a devolverem mutações cancerígenas sob o efeito da radiação gama, para rastrear do câncer de mama, certamente irão aumentar a incidência e a mortalidade do câncer de mama. De lá para cá, só formam adicionados mais estudos comprovando estas conclusões. Mesmo presumindo que na população das mulheres menopausadas, nas quais a mamografia é de boa qualidade, se possa reduzir a mortalidade em 25%, nesse grupo, a incidência é de 4% ao ano, ou seja, somente uma mulher em cada 100 irá se beneficiar da mamografia, enquanto que 99.75% (99 mulheres para cada 100) serão prejudicadas por ela e não terão nenhum benefício a relatar 18.

10. É um exame superado por outros mais modernos e eficientes, particularmente a ULTRASSONOGRAFIA de alta resolução com Doppler colorido e a ELASTOGRAFIA (3 métodos em um único procedimento) e a  RESSONÂNCIA MAGNÉTICA.  Atualmente o melhor método, desde que utilizado com o protocolo completo, é o três em um: US, Doppler e a Elastografia:

  • O exame ultrassonográfico: utiliza o princípio acústico para demonstrar a morfologia dos órgãos e tecidos, o que é possível devido cada um ter uma densidade e impedância acústica diferente. Assim os tumores de mama podem ser diferenciados dos tecidos normais que a constituem, mensurados e analisados quanto as suas demais características morfológicas, o que é o ponto forte do método.
  • O exame Doppler: avalia o tipo de vascularização da mama e dos nódulos mamários,  utilizando para esse fim o princípio Doppler, totalmente diferente do princípio acústico e que é capaz de “ver” o que está em movimento, como o sangue. Os padrões de vascularização do tecido normal da mama e do câncer são diferentes, o que facilita a identificação do tumor.Mas existem tumores malignos nas mamas, especialmente nas idosas, onde o crescimento tumoral é mais lento, nas quais o padrão de vascularização pode ser “benigno”.
  • A Elastografia: utiliza o princípio da elasticidade para analisar os tecidos, observando a variação da elasticidade tecidual à compressão dinâmica (diferença entre comprimento inicial e final): quanto menor a variação entre comprimento inicial e final do tecido, mais rígido ou menos elástico ele é. A elastografia consegue detectar as doenças porque elas afetam a dureza dos tecidos, da mesma forma que palpamos as lesões no exame físico. As mudanças da elasticidade nos tecidos do corpo humano é parte da história da medicina, sendo a base do exame físico ou palpação. Muitos tumores são detectados pelos médicos durante a palpação porque são duros e estão aderidos aos tecidos ao seu redor.

No câncer de mama e de próstata os tumores são duros e fixos, enquanto que o tecido mamário e prostático normais são mais moles e flexíveis.  Essa informação nenhum outro método diagnóstico por imagem pode oferecer. Ela é exclusiva da elastografia. A principal utilidade da elastografia da mama atualmente é a diferenciação dos nódulos benignos e malignos, dependendo da ultrassonografia para mostrar a anatomia da região e identificar o nódulo a ser examinado, para em seguida enviar o estímulo compressivo que mostrará qual é a dureza que apresenta.

Se o tecido tumoral é isoecóico (isto é, tem a mesma ecotextura do que o tecido ao seu redor) ele não será identificável à ultrassonografia em escala cinza, mas ele pode ser mais duro e, desta forma, visto na elastografia. Nós publicamos um caso de câncer de mama em 2011, no qual o tumor somente foi detectado na elastografia.

Essa é a grande vantagem de utilizarmos mais do que um método. Quando um deles falha, o outro não. E o tumor será efetivamente detectado e diagnosticado por um ou mais dos 3 métodos. Três exames em um só procedimento é muito superior a realizar apenas a mamografia, com todos os problemas que pesam contra ela e que acabamos de analisar.

Por tudo que foi explicado e comprovado cientificamente podemos concluir que a mamografia é pior fazê-la do que não fazê-la. Um dos grandes problemas da mulher brasileira é não estar sendo convenientemente esclarecida sobre a incapacidade da mamografia protegê-la do câncer de mama e poder até provocá-lo, além de poder ser causa de diagnósticos excessivos e tratamentos exagerados. Será possível que as pessoas que deveriam advertir sobre o mau desempenho da mamografia têm interesse em manter o método em uso? Há alguma outra explicação plausível? Os que souberem me informem e publicarei em seguida no meu Blog, mantendo o princípio de fidelidade à verdade. A mentira não tem fôlego para se manter indefinidamente e este artigo tem a função de esclarecer com a verdade. O caso mostrado a seguir é bem ilustrativo do valor dos 3 métodos em um só procedimento, quando foi detectado uma lesão sólida na mama esquerda que foi classificada pelo US como dúbia, pelo estudo Doppler como de padrão benigno, mas a elastografia revelou padrão maligno e a paciente foi operada com sucesso a tempo. A acuidade aumenta quando utilizamos mais de um método para interrogar a lesão. E com a vantagem dos 3 métodos serem absolutamente inócuos. Ganha o médico e ganha a paciente.

Fig. 1 A,B – Estudo Ultrassonográfico da mama. Ausência de nódulo às 12 horas mama esquerda no exame realizado em 06/02/2018 (à esquerda) e surge lesão sólida mal delimitada, hipo e hiperecogênica em rastreamento de rotina em  31/05/2013 (à direita), medindo  10.0×10.0x7.2mm e contendo  focos de calcificação ao redor de  0.2-0.9mm. A lesão foi classificada pelo US como BIRADS 4 (dúbia).

 

Fig. 2 A,B – Estudo Doppler mama.  O nódulo sólido das 12 horas mama esquerda é  hipovascularizado. Há  raros vasos de pequeno calibre internamente (à esquerda) com velocidade sistólica máxima de 10.9cm/s. Parênquima ao redor (à direita) é normovascularizado e a velocidade do sangue  é normal (VSM = 9.8cm/s). A lesão foi classificada pelo Doppler como BIRADS 3 (benigna).

 

Fig. 3- Estudo Elastográfico da mama. Nódulo às 12 horas mama esquerda é duro (sinal de malignidade) e maior no elastograma que na US (sinal de malignidade. A lesão foi classificada pela Elastografia como BIRADS 5 (maligna) e indicado biópsia. A biópsia confirmou malignidade e a paciente foi operada. O anatomopatológico da peça cirúrgica revelou tratar-se de carcinoma ductal invasivo, grau 2 histológico (Nottingham) e grau 2 nuclear. Linfonodos sentinelas  livres de neoplasia.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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10 BONS MOTIVOS PARA VOCÊ NÃO FAZER MAMOGRAFIA – parte 4   Leave a comment


Continuando nossas explicações sobre os perigos da mamografia e sua incapacidade reduzir a mortalidade pelo câncer de mama segundo dados científicos disponíveis em várias fontes, inclusive o site do INC-USA (Instituto Nacional do Câncer – EUA) atualizado em  5 abril de 2013 e que vertemos  para linguajar menos técnico. Repetindo:

  • A exposição anual à radiação propicia o surgimento do câncer mamário (denominado de câncer radiogênico). Se te disseram que esse perigo é desprezível, te enganaram. Veja abaixo a exposição esclarecedora.
  • A compressão demasiada do tecido mamário durante o exame contribui para que o câncer se espalhe pelo restante do corpo, caso esteja presente na ocasião do exame.   
  • Atraso no diagnóstico do câncer que está presente, mas não é detectado pela mamografia, o que é denominado de falso-negativo.
  • As chances de cura reduzem quando há atraso no diagnóstico e tratamento do câncer de mama devido a uma mamografia falso-negativa (piora o prognóstico).
  • Um terço de todos os casos de câncer de mama surge no intervalo entre as mamografias.
  • Não ter, mas ser diagnosticada como tendo câncer, o que é denominado de falso-positivo.
  • Diagnóstico é exagerado e o tratamento excessivo, um problema grave e comumente ignorado pelas mulheres.
  • Baixo controle de qualidade.
  • A mamografia não reduz a mortalidade por câncer de mama, deixando de realizar justamente o propósito pelo qual ela foi introduzida no diagnóstico médico.
  • É um exame superado por outros mais modernos e eficientes, particularmente a ULTRASSONOGRAFIA de alta resolução com Doppler colorido e a ELASTOGRAFIA (3 métodos em um único procedimento) e a  RESSONÂNCIA MAGNÉTICA.

CONHECENDO EM DETALHES  OS MOTIVOS SÉTIMO E OITAVO

7. Diagnóstico exagerado e tratamento excessivo. Esse é um problema grave e comumente ignorado pelas mulheres. Após um diagnóstico exagerado (diagnosticam algo mais grave do que ela tem) a mulher pode ter um sério agravante, que é passar por um tratamento maior e mais agressivo do que necessitaria, sendo este considerado atualmente um dos grandes males da mamografia. A popularização do rastreamento mamográfico de rotina aumentou muito a detecção de microcalcificações do carcinoma ductal in situ (CDIS), um câncer de mama pré-invasivo, com uma incidência estimada em 40.000 casos ao ano.  CDIS é usualmente reconhecido pelas microcalcificações que acarreta nos tecidos da mama, reconhecidas na radiografia e geralmente é tratado com a nodulectomia seguida de radioterapia e até por mastectomia e quimioterapia. Entretanto, cerca de 80% do CDIS jamais se tornaram invasivos, mesmo que permaneçam não tratados. Além disso, a mortalidade por câncer de mama decorrente do CDIS é a mesma, cerca de 1%, para as mulheres diagnosticas e tratadas precocemente e para aquelas diagnosticadas tardiamente, após o desenvolvimento do câncer invasivo. Ou seja, essa afirmação de que a detecção precoce do CDIS não reduz a mortalidade foi confirmada pelos resultados do seguimento evolutivo de 13 anos do Canadian National Breast Cancer Screening Study. Além disso, o público em geral é muito menos informado sobre o diagnóstico excessivo do que dos resultados falso-positivos. Em uma recente pesquisa entre as mulheres, 99% responderam que estavam cientes da possibilidade de um resultado falso-positivo da mamografia, mas somente 6% sabiam que o denominado CDIS detectado na mamografia é uma forma de câncer que frequentemente não progride.

Segundo os dados do site oficial do Instituto Nacional do Cancer dos EUA de 5 de abril de 2013, cerca de 10% das mulheres que fazem mamografia são chamadas para fazer análises adicionais; mais de 80% são consideradas normais ou a patologia é de padrão benigno após fazer todos os procedimentos que forem indicados, o que pode ser incidências adicionais de mamografia, ultrassonografia das mamas ou ambos.

Das mulheres que foram chamadas de novo, em 15% foi indicada a biópsia:

  • das que foram classificadas como BIRADAS 4, que é considerado um padrão suspeito, com viés para o câncer, só 30% delas tinham câncer;
  • das que foram classificadas como BIRADAS 5, que é considerado um padrão fortemente sugestivo de câncer,  95% delas tinham câncer;

Cerca de 2% das mulheres rastreadas com a mamografia e classificadas como BIRADS 3,  cujos achados são provavelmente benignos, 2% tinham câncer.

Esse problema a ultrassonografia não tem, pois ela geralmente detecta o câncer macroscópico, ainda que pequeno, mas é aquele que saiu do controle biológico do organismo da mulher, que venceu as barreiras de sua imunidade natural e começou a crescer, quando então deve ser tratado. O momento certo é quando o câncer, embora pequeno, é verdadeiro (não é um pré câncer, como CDIS). No caso do tumor de mama nem tudo é branco (benigno) ou preto (maligno). Mas existe um contingente importante de cinzas (doenças que aumentam o risco do câncer vir a ocorrer, mas ainda não é o câncer). Essas doenças nós médicos as classificamos como de patologias de risco do câncer de mama, mas jamais deveriam ser tratadas como se fossem o câncer. E infelizmente isso está ocorrendo com freqüência.

Carcinoma ductal in situ. A imagem US (à esquerda) mostra a mama com prótese contendo uma área hipoecóica mal delimitada retromamilo, que contém focos de 0,4 a 1,0mm de calcificações. O estudo Doppler (à direita) mostrou que a lesão é hipervascularizada e a velocidade está elevada (VSM = 19,5cm/s). O exame histológico pós ressecção cirúrgica demonstrou que correspondia a Carcinoma ductal in situ, o clássico que costuma receber tratamento excessivo.

8. Controle de qualidade é frequentemente falho nos laboratórios de radiologia e os laudos de mamografia podem conter erros graves decorrentes da má qualidade do exame. Nos EUA foi constatado o problema e tentou-se controlá-lo pela coleta dos dados da biópsia e correlação com o diagnóstico do radiologista, os quais deveriam ser enviados pelo radiologista para o National Mammography Standards Quality Assurance Act. Essa estratégia não funcionou devido não ser obrigatória a notificação pelo radiologista ao FDA (Food nad Drug Administration). Aqui no Brasil o Dr. Hilton Augusto Koch da Universidade Federal do Rio de Janeiro realizou o mais completo estudo sobre Controle e Manutenção da qualidade em Mamografia e constatou que a má qualidade das mamografias prejudicava a conclusão diagnóstica e isto, somado ao mal diagnóstico gera falso-positivos e falso-negativos, constituíam-se em enormes prejuízos à população feminina. Infelizmente, como radiologista e, desejando valorizar o método, também afirmou que “os benefícios da mamografia superam amplamente os riscos de câncer radioinduzidos”, o que é falso. Um caso clássico de conflito de interesses.

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