Elastografia

Foi muito comentado durante todo o congresso do AIUM as aplicações da ELASTOGRAFIA para o diagnóstico das patologias e no dia 05/04/09 houve um curso de atualização comandado por Andrew Fleming que abrangeu três aulas e ainda incluiu uma parte prática onde tivemos iniciação em 4 tipos diferentes de aparelhos que dispõem do recurso de Elastografia. Pudemos apreciar as enormes diferenças de qualidade entre eles, enquanto praticávamos nos simuladores de tecido, todos eles idênticos, para permitir que comparássemos e tirássemos nossas próprias conclusões. Em um desses equipamentos, a imagem ultrassonográfica era tão pobre, que não conseguíamos identificar as estruturas que sabíamos que existiam no interior daquele simulador tecidual, enquanto o melhor deles permitia excelente definição das lesões antes de se aplicar o recurso elastográfico. Os melhores equipamentos demonstravam na tela se a compressão utilizada estava sendo adequada e se o método teria qualidade diagnóstica. Não vamos mencionar qual equipamento é qual, para não sermos anti éticos.
A primeira aula foi sobre O QUE É ELASTOGRAFIA E COMO A ELASTOGRAFIA FUNCIONA, ministrada pela Dra. Elisa Konofagou, que é engenheira biomédica e de radiologia da Colômbia University.
A segunda aula foi sobre as APLICAÇÕES CLÍNICAS, ministrada pela médica Margareth Szabungo.
Não assisti a 3ª aula, que seria sobre as APLICAÇÕES DA ELASTOGRAFIA NA TIREÓIDE porque fui ver a aula de Screening do câncer de mama da Dra. Wendie Berg, médica radiologista PhD e que foi responsável pelo estudo 6666 do ACRIN – American College of Radiology Network, do INH- Instituto Nacional da Saúde dos EUA, o maior estudo controlado sobre rastreamento ultrassonográfico do câncer de mama já realizado. Entretanto, eu recebi durante o AIUM um material muito bom sobre este assunto, ainda melhor do que havia sido dado nesse curso do evento, e com ele construí a aula sobre tireóide. A 4ª aula de Elastografia foi prática. Nela praticamos em um simulador de tecido (Phanton) com formato de mama, que continha dois tipos de lesão. Foi muito bom saber qual é a qualidade de cada um dos elastógrafos comercializados no momento, pois tínhamos todos os equipamentos que contêm este recurso disponíveis para nosso uso. A qualidade não é a mesma. Aliás, tão diferente que em alguns equipamentos não conseguíamos enxergar qualquer lesão no elastograma, embora o simulador de tecido fosse igual para todos. Cuidado quando forem adquirir o elastográfo. O curso de Elastografia é composto de 5 aulas agrupadas em uma matéria.

Conceitos gerais e Sistema e códigos do equipamento Hitashi
Problemas da imagem da mama, o contexto para a elastografia. Fundamentos da imagem – histórico
Elastografia da tireóide e linfonodos
Elastografia da mama
Estudos clínicos de elastografia

Não deixem de assistir a matéria de elastografia, que dá uma iniciação completa sobre o método e o “know how” para começarem a praticá-la, além de dar dicas práticas para vocês aprenderem a reconhecer os equipamentos cujos elastógrafos têm qualidade, evitando gastar dinheiro inutilmente, sem poder utilizar o recurso. Esta matéria estará inclusa no curso de Atualização Profissional, a partir de 08/06/2009. Os médicos cadastrados no Portal estarão recebendo mensagem quando ela for disponibilizada. Na compra do curso completo de Atualização,estará inclusa uma apostila sobre elastografia, com fotos ilustrativas. É o Portal Lucy Kerr aprimorando-se dia a dia para auxiliá-los no crescimento profissional. Esta é a nossa proposta!

Fig.1 elastograma em simulador de tecido. A imagem em escala de cinza à esquerda de uma das lesões que havia no simulador de tecido. O Elastograma é mostrado à direita.

Fig. 2 mostra um fibroadenoma lobulado com margens bem definidas. A imagem do módulo B à esquerda mostra aumento da ecogenicidade junto à margem distal da lesão. As cabeças de setas delimitam as margens do fibroadenoma. O elastograma à direita mostra uma área de rigidez que é menor daquela ocupada pelo fibroadenoma. Setas pretas marcam as margens da região dura. Observe algumas áreas de rigidez no tecido normal ao redor, devido ao coeficiente de elasticidade das lesões benignas ser próximo ao dos tecidos normais da mama.

Residentes colaboradores:
DRA. KÁTIA ANDRIONI

Um comentário sobre “Elastografia

  1. Olá Dra. Lucy. Na verdade, a elastografia de tireóide é bastante promissora pois houve um estudo que estratifica a “dureza” de nódulos tiroideanos de 1 a 6 e viu-se que em nódulos de 0,8 a 1,0 cm podemos identificar apenas com a elastografia a possibilidade de o nódulo ser maligno com acurácia de 100% (“MAIS DUROS”). Os critérios também são utilizados para nódulos maiores, no entanto, com acurácia menor, mas também muito boa. É um importante aliado da PAAF e vai ser, com certeza, bastante utilizado.

    Dr. Emanuel Barros – Endocrinologia

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