ACUSON-SIEMENS 2000

A SONIMAGE ACRESCENTA NOVA MODALIDADE DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM AO  ADQUIRIR O NOVíSSIMO  ACUSON-SIEMENS 2000

Da  Dra. Lucy Kerr  para os médicos e pacientes da Sonimage


A Sonimage é uma da clínica pioneira em ultrassonografia de São Paulo e Brasil e que sempre se manteve a frente dos avanços tecnológicos. Para servirmos a todos melhor, adquirimos um novo equipamento, o Acuson-Siemens 2000, com uma novíssima plataforma inovadora, que adiciona avanços revolucionários em ultrassom diagnóstico, há muito aguardados. Destacamos entre eles:

  •  Transdutor de 18 MHz, que dobra a resolução dos exames de estruturas superficiais, aumentando a acuidade diagnóstica, fundamental em mama, tireóide e estruturas superficiais e permite a aquisição de imagem 3D em tecidos sólidos.
  • 4D dinâmico com a tecnologia de renderização amnioscópica. Esta nova tecnologia do exame tridimensional é descrita como fetocospia, pois o feto parece como se estivesse iluminado por uma luz dentro do útero materno e com muito menos artefatos.
  • A elastografia, a qualitativa e quantitativa virtual (a Sonimage é o primeiro serviço a adquirir esta nova metodologia na América latina)

A elastografia é uma nova modalidade de imagem que permite avaliar a elasticidade, a dureza dos tecidos (elastografia qualitativa e quantitativa), detectando a alteração da dureza tecidual provocada pela doença ou a consistência correta dos tecidos normais. Essa é a informação que a palpação usa para detectar os nódulos – de mama, da próstata, da tireóide – o endurecimento do fígado provocado por fibrose ou o amolecimento do útero gravídico, para citar alguns exemplos. Mas para que o médico detecte o problema, o órgão doente tem que ser tocável e a lesão não pode se muito pequena. Até agora não havia um método que permitisse detectar a consistência da doença.  Essa preciosa informação é proporcionada pela Elastografia, que tem alcance muito maior do que a palpação, pois onde a US examina a elastografia alcança.  E existem duas modalidades de  elastografia:

  • a  qualitativa  na qual o impulso compressivo é executado pelo examinador  manualmente, que nos fornece uma mapa das durezas teciduais (o elastograma), mas sua profundidade é limitada  e ela é mais subjetiva;
  • e a quantitativa, que é a modalidade mais avançada, na qual a força de compressão dos tecidos é realizada virtualmente pelo equipamento (elastografia virtual), sempre com o mesmo padrão, independendo do examinador, o que melhora sua precisão e pode ser utilizada em órgãos profundos, como o fígado, de grande utilidade prática. Nesta modalidade temos dois aplicativos: um oferece o mapa das densidades após estímulo dos tecidos pelo toque virtual, mais preciso e quantificável. O outro aplicativo mede a velocidade de propagação das ondas de cisalhamento, que são as ondas laterais ao impulso virtual compressivo e de alcance muito maior do que do estímulo  longitudinal inicial. O fígado, ao ser estimulado pela onda compressiva virtual da Imagem ARFI (Acoustic Radiantion Force Impulse)  emitida pelo equipamento Acuson Siemens 2000, de curta duração (262 µsec), origina as ondas de cisalhamento  laterais ao estímulo e a velocidade de deslocamento dessas ondas laterais é proporcional a dureza fígado, o que permite saber se ele está endurecido (como na cirrose, na hemocromatose  e nos tumores) ou amolecido (como na esteatose e abscessos). Quanto mais duro o fígado, mais veloz, significando mais fibrose.  Não é fantástico? Sem cortar, sem furar, sem anestesiar, só com um estímulo virtual indolor e  imperceptível se quantifica a fibrose hepática. Os estudos clínicos realizados  indicam que elastografia virtual ARFI pode evitar a biópsia hepática na fibrose hepática na cirrose ou  hepatite crônica.

A elastografia manual e virtual também auxilia muito a US na diferenciação entre nódulo Benigno vs Maligno da mama, da tireóide e do fígado. Especialmente no que diz respeito à mama, os métodos de diagnósticos por imagens existentes não são totalmente satisfatórios para a detecção precoce do câncer e falham principalmente em 2 quesitos:

  •  
    •  
      • Diagnosticam um câncer que não existe (falso positivo)
      • Deixam de detectar um câncer existente (falso negativo)

Quanto a redução dos falso-positivos em mama a elastografia tem sido muito usada para facilitar a caracterização das lesões indeterminadas classificadas como  BI-RADS 4, que é a principal responsável pelas biópsias desnecessárias. O exame é realizado da seguinte forma: a ultrassonografia mapeia a anatomia mama e localiza a lesão a ser analisada. A onda compreensiva é emitida pelo equipamento e a Elastografia mapeia a dureza da mama e do nódulo. O examinador compara a elasticidade do tecido normal e anormal. Define-se o diagnóstico de benigno ou maligno com base em vários critérios, como o formato, o tamanho, o contraste e a escala de dureza. Podemos dizer, de uma forma geral, que o mole geralmente é benigno e o duro geralmente é maligno. O câncer de mama é duro, pouco elástico e a  Elastografia,  consegue determinar a presença de algo duro crescendo na mama da mulher  e diferenciá-lo das lesões moles benignas.  A principal utilidade da elastografia da mama é a  diferenciação dos nódulos benignos e malignos,  dependendo da ultrassonografia para mostrar a anatomia da região e identificar a lesão a ser examinada, para em seguida enviar o estímulo compressivo que mostrará qual é a dureza que apresenta.

Mas a elastografia também pode detectar o tumor que não é visto por outros métodos (falso-negativos) devido apresentarem o mesmo padrão textural ou de contraste com o tecido adjacente.  Como o tecido canceroso geralmente é duro, é possível detectar a região de endurecimento, mesmo que o padrão visual do tumor seja muito parecido com o tecido normal da mama. Recentemente conseguimos detectar um nódulo canceroso que não era visível pela US, nem pela mamografia, mas que era claramente identificável pela elastografia e media apenas 4 mm de diâmetro (fig 1), um tamanho que nos dá a certeza que  a doença é curável.

FIG. 1 a elastografia ( imagem à direita), realizada concomitantemente  com a ultrassonografia,  mostra claramente o tumor, não visto pela ultrassonografia convencional ( imagem da mesma região à esquerda).

 A elastografia da tireóide também tem sido muito útil na diferenciação dos nódulos benignos e malignos, além de mostrar a dureza do parênquima cronicamente afetado por tireopatias difusas fibrosantes.

  • Módulo para realizar a US contrastada. Esta novidade do nosso equipamento é particularmente útil para cancerologistas, pois permite a delineação da microcirculação e os nódulos são estudados de acordo com a fase arterial e venosa, com muito maior clareza e definindo a benignidade e malignidade com maior acertividade. Nossa dificuldade maior atual está em adquirir o contraste, que está em vias de ser comercializado aqui no Brasil (aguardando a liberação da AVINSA).

E, em qualquer situação,  mantemos os princípios que norteiam nosso trabalho hoje e sempre:

  • Excelência do equipamento e pioneirismo em novas metodologias;
  • Protocolo rígido que garante a reprodutibilidade e confiabilidade do resultado;
  • Análise comparativa criteriosa para auxiliar na conduta.

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