A ELASTOGRAFIA HEPÁTICA REDUZ A NECESSIDADE DE BIÓPSIA HEPÁTICA NO ACOMPANHAMENTO DAS DOENÇAS HEPÁTICAS CRÔNICAS

Recebemos um e-mail de uma mãe preocupada com a doença hepática congênita de sua filha e estamos transcrevendo-o, pois sabemos que este é assunto importante para informar e esclarecer: “Boa noite DRA. Li sobre a matéria de um novo exame que está para chegar ao mercado e me interessei muito. Sou de MG e tenho uma filha de 11 anos que foi diagnosticada em 2006 com HEPATITE AUTOIMUNE E COLANGITE ESCLEROSANTE PRIMÁRIA. No princípio ela ficou internada 9 meses, com vários quadros de infecção generalizada, passando por vários exames e chegou a internar para fazer cirurgia, mas sem sucesso. Ela fez biópsia tempos atrás e deu fibrose acentuada. Gostaria de saber se esse exame seria viável no caso dela. Desde já agradeço.”

Prezada mãe:

Sua filha necessitou da biópsia hepática para realizar o diagnóstico etiológico (Hepatite autoimune e colangite esclerosante primária). Mas a partir de agora, o acompanhamento do grau da fibrose hepática e suas conseqüências para a poderão ser efetuados por meio da elastografia hepática associada a ultrassonografia e estudo Doppler. Com a tecnologia ARFI que utilizamos em nosso laboratório, a mais avançada na área da elastografia, podemos determinar a dureza do fígado, inferindo a quantidade de fibrose presente no parênquima. E melhor que isso, como o exame é realizado concomitantemente com a ultrassonografia morfológica e estudo Doppler, também os demais aspectos do comprometimento do fígado  e da irrigação sanguínea poderão ser avaliados no mesmo ato, dando um quadro completo da gravidade da doença e sua progressão nos exames evolutivos. Especialmente para ela, que  sofre de deficiência imunológica e já pode ter deficiência de coagulação sanguínea, eu desaconselharia completamente uma nova biópsia hepática, que seria um risco desnecessário diante destes novos avanços tecnológicos. Sabemos que a biópsia hepática é desnecessária após o diagnóstico inicial firmado, pois a elastografia mede a dureza dos tecidos e doenças e quanto mais rígido o tecido, menos elástico.  Quanto mais fibrose no fígado, mais duro ele estará e menos elástico. A elastografia quantifica o endurecimento hepático e isso é correlacionável com o grau da fibrose. Nós utilizamos o equipamento Acuson-Siemens 2000, que dispõe da tecnologia ARFI para avaliar o grau da fibrose hepática.  Caso você decida fazer um exame em nosso laboratório, seria importante que me trouxesse todos os exames que ela já realizou, para que eu possa dar uma posição da evolução da doença, na medida do possível. Estou anexando um quadro da sequência do exame e uma imagem para que compreenda como se realiza o procedimento, enfatizando que é totalmente indolor.

Estamos disponíveis para esclarecimentos adicionais se necessários.

Dra. Lucy Kerr

 

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