MÉDICOS PEDEM MENOS TOMOGRAFIAS PARA EVITAR RADIAÇÃO

Comportamento no Brasil começa a mudar depois de estudos ligarem incidência de câncer a esse exame

ANVISA ainda deve estabelecer limite de radiação que paciente pode receber em exames radiológicos

Cláudia Collucci – FOLHA DE SÃO PAULO – 26.05.2011

Médicos brasileiros estão reduzindo os pedidos de tomografia e substituindo o exame por outros que não emitem radiação ionizante, como o ultrassom e a ressonância magnética.

A iniciativa, confirmada pelo CBR (Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem), ocorre após estudos recentes revelarem que até 2% dos cânceres nos Estados Unidos são resultantes das irradiações da tomografia computadorizada.

Também está em discussão na ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a revisão de uma portaria de 1995 que regulamentou a radiologia no Brasil. A nova versão do documento vai estabelecer o limite de radiação que os pacientes devem receber em um exame radiológico.

A radiação ionizante pode causar morte celular, e a probabilidade de câncer é proporcional à dose recebida.

Hoje não há um limite estabelecido de quantos exames uma pessoa pode fazer para estar segura.  A orientação é quanto menos, melhor.  Estudos apontam que o risco de câncer aumenta quando a exposição à radiação, que é cumulativa, passa de 40 millisieverts (mSv). Em uma tomografia computadorizada de abdome, por exemplo, o paciente se expõe de 2 mSv a 10 mSv de radiação ionizante. Se for obeso, a dose chega a ser o dobro. A preocupação cresceu porque, nos últimos anos, a tomografia passou a ser um dos exames mais pedidos pelos médicos e, muitas vezes, sem necessidade. Nos EUA, ela responde por 50% de toda radiação recebida em exames. Estima-se que até 40% dos exames feitos por ano sejam desnecessários. No Brasil, não há estimativas do tipo, mas estudos mostram situação parecida.

ULTRASSOM

Para o radiologista Fernando Alves Moreira, especialista em tomografia e porta-voz do CBR, o comportamento dos médicos brasileiros começa a mudar. “Como a tomografia tem uma resolução melhor e consegue pegar alterações menores, o pessoal pedia mais. Agora, com a preocupação da radiação, já se intercala com ultrassom ou ressonância.”

O urologista Miguel Srougi, professor titular da USP, é um dos que mudaram de conduta, passando a limitar os pedidos de tomografia computadorizada no seguimento de pacientes oncológicos. Antes, ele solicitava uma tomografia a cada quatro meses nos casos de tumores de bexiga, por exemplo. Agora, intercala o exame com o ultrassom. “Se der alguma anormalidade, aí peço a tomografia. Diante das novas evidências, deve ser usada com cautela.”

O oncologista Paulo Hoff, diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira, diz que há mudanças também no acompanhamento do câncer de testículo.

“O exame deve ser feito para complementar uma hipótese clínica, nunca para avaliar se há um câncer quando não existe outra indicação de que isso esteja acontecendo.”

RESTRIÇÃO EM CRIANÇAS

Estudos mostram que uma tomografia computadorizada em uma pessoa de 25 anos aumenta o risco de câncer em 0,6%, em relação a quem nunca tenha feito o exame.

Moreira diz que, em crianças, o bom senso em limitar exames deve ser ainda maior.

Já existe um movimento mundial neste sentido. Para crianças com doenças pulmonares crônicas, já se discute dispensar algumas fases do protocolo do tratamento (que prevê exames periódicos para análise da doença) para evitar o excesso de radiação.

PERGUNTAS E RESPOSTAS  MAIS FREQUENTES SOBRE RADIAÇÃO E EXAMES RADIOLÓGICOS

1

Quantos exames posso fazer por ano?

Ainda não há limite definido. Portaria do Ministério da Saúde determina que a dose de radiação anual não deva exceder 1 mSv, mas exclui os exames médicos. A ANVISA deve estabelecer o limite de radiação que os pacientes devem receber em um exame radiológico

2

Por que a tomografia computadorizada deve ser evitada?

Porque há emissão de radiação ionizante, que pode causar morte celular. Em uma tomografia de abdome, o paciente se expõe de 2 mSv a 10 mSv desse tipo de radiação

3

Quais são as alternativas?

Os médicos têm intercalado a tomografia com a ultrassonografia e a ressonância magnética, que não emitem radiação ionizante

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O exame deve ser ajustado para criança e para adulto?

Sim. As crianças são dez vezes mais sensíveis à radiação e, portanto, deve-se limitar exames somente ao estritamente necessário

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O que pode acontecer se houver dose excessiva?

Os efeitos da radiação são bem conhecidos em doses elevadas. Mas não há estudos conclusivos dizendo que quem fez muitas tomografias tem mais chances de câncer

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Quais os efeitos imediatos da dose excessiva e aguda de radiação?

Perda de cabelo, leucopenia (diminuição de glóbulos brancos do sangue), lesões na pele, anemia e catarata

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O que os pacientes podem fazer para ter mais segurança quando forem se submeter a um exame radiológico?

Observar se há um certificado ou selo de controle de qualidade no aparelho. Exigir por escrito a dose de radiação que recebeu

25 comentários sobre “MÉDICOS PEDEM MENOS TOMOGRAFIAS PARA EVITAR RADIAÇÃO

  1. Olá Drª Lucy Kerr, em agosto de 2011 fui para o hospital (HUPE-RJ) com fortes dores abdominal, suspeita de apêndicite, e a doutora residente insistiu que eu tinha que fazer a tomografia, relutei, pedindo o ultrassom, mais Ela disse que não adiantaria, acabando fazendo o exame que me deixo meio neurótico com relação ao risco de câncer. Para completar o técnico queria fazer novamente com contraste, não deixei, fiz a cirurgia e agora estou com medo e um pouco de pânico. Como devo proceder com determinados profissionais que tiram o nosso direito de escolha do tipo de exame, expondo a gente ao risco? E agora tenho 37 anos e fico com medo da radiação? Muitos médicos ignoram a radiação. A senhora pode me orientar? Aguardo resposta e agradeço.

    1. Prezado Luciano,
      Realmente devemos tentar evitar as tomografias desnecessárias, aquelas que poderiam ser substituídas pela ultrassonografia. Dessa forma nós estamos poupando a carga de irradiação que recebemos para situações em que seja imprescindível. No seu caso, caso a apendicite não fosse diagnosticada, você correria risco de vida. E pelo que eu sei, raros são os médicos ultrassonografistas devidamente preparados para diagnosticar apendicite por ultrassom. Sua médica já deveria ter experiência com outros casos, por isso insistiu. Acho que neste caso a tomografia foi bem indicada. Era o único recurso que a médica dispunha.

      LK

    1. Prezada Cintia:
      Se vc sofreu radiação, ainda que seja por causa médica, está sujeita às consequencias inevitáveis. Os efeitos físicos da radiação decorrem da ionização, excitação dos átomos e compartilhamento da energia da radiação entre as células. Os efeitos químicos da radiação sucedem aos físicos e provocam rupturas de ligações entre os átomos formando radicais livres num intervalo de tempo pequeno. Os efeitos biológicos da radiação são uma consequência dos fenômenos físicos e químicos. Alteram as funções específicas das células e são responsáveis pela diminuição da atividade da substância viva (por exemplo: perda das propriedades características dos músculos, como o tônus muscular). Estas alterações celulares constituem as primeiras reações do organismo à ação das radiações e surgem geralmente para doses relativamente baixas. Além destas alterações funcionais, os efeitos biológicos caracterizam-se também pelas variações morfológicas que afetam certas funções essenciais e até a morte da célula. As funções metabólicas podem ser modificadas ao ponto da célula perder sua capacidade de efetuar as sínteses necessárias à sua sobrevivência.
      Quanto maior for a atividade celular, quanto mais rapidamente ela se multiplicar, mais sensível ela será aos efeitos biológicos da radiação, pois a divisão celular requer que o DNA seja corretamente reproduzido para que a nova célula possa sobreviver. As células mais sensíveis são as da pele, as do revestimento intestinal ou as responsáveis pela formação do sangue, que se renovam constantemente. Uma interação direta da radiação pode resultar na morte ou mutação de tal célula, enquanto que em outra célula o efeito pode ter menor consequência.
      A sensibilidade dos órgãos do corpo humano está relacionada ao tipo de células que os constituem. As células formadoras do sangue são as mais sensíveis devido a sua taxa de reprodução ser rápida, os órgãos formadores do sangue são os mais sensíveis à radiação. O embrião também é muito susceptível à radiação, pois é composto de células que se dividem muito rapidamente, com bom suprimento de sangue e rico em oxigênio e os efeitos das radiações são maiores nos primórdios da vida: a radiação provoca anomalias no desenvolvimento fetal quando ainda no útero materno e os bebês nascem malformados ou carregam mutações que serão transmitidas aos seus descendentes. As células musculares e nervosas são relativamente mais resistentes à radiação e, portanto, os músculos e o cérebro são menos afetados.
      A taxa de reprodução das células que formam um órgão não é o único critério para determinar a sensibilidade geral à radiação. Os efeitos biológicos da irradiação de corpo total dependerão de vários fatores: dose total, tipo de célula, tipo de radiação, idade do indivíduo, estágio da divisão celular, parte do corpo exposto, estado geral da saúde, volume de tecido exposto e intervalo de tempo em que a dose é recebida.
      A minha recomendação é que, se não houver uma indicação muito importante para a tomografia computadorizada que vc a evite no futuro, pois de todos os exames médicos ela tem a maior carga de radiação.
      Apesar dos efeitos maléficos da radiação estar comprovado em inúmeros trabalhos científicos de peso, ainda existem muitos médicos que desconsideram esse conhecimento ao solicitar exageradamente exames que envolvem radiação ionizante para seus pacientes. Hoje o aumento da radiação na população é devido aos exames médicos (mais de 70% da carga total segundo INH- Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos).
      Realmente eu te recomendo priorizar o uso de métodos de imagem sem radiação, principalmente a ultrassonografia (US), que não acarreta qualquer efeito prejudicial. Não precisamos prejudicar nosso organismo enquanto detectamos nossas doenças ou realizamos nossos check-ups (radiação é um inimigo mortal invisível).
      Em casos bem indicados, como espero ser o seu, os benefícios da tomografia computadorizada para fins médicos compensam os riscos da radiação, mas recomendo que peça explicações ao seu médico sempre que ele indicar o exame, para ter certeza que é realmente necessário.
      E é mais preocupante ainda saber que a radiação de cada exame radiológico se acumula no nosso organismo linearmente, propiciando o aparecimento de câncer. Preocupa mais ainda saber que o paciente brasileiro desconhece esse perigo e que muitos desses exames são realizados sem necessidade, sem indicação, somente porque o paciente pediu.
      Temos que reduzir urgentemente a necessidade de exames radiológicos para não acarretarmos danos irreversíveis a nossa própria saúde e degenerarmos nossa raça pela transmissão das mutações deletérias.
      Outro exame radiológico que a mulher se submete frequentemente é a mamografia. e a exposição anual à radiação propicia o surgimento do câncer mamário (denominado de câncer radiogênico. Há mais de 60 anos se sabe que exposição a radiações é um dos mais potentes fatores de risco para o câncer de mama e tanto mais grave quanto mais jovem a mulher e quanto maiores seus fatores de risco. Quem não se lembra dos estudos que comprovaram a elevada incidência de câncer de mama entre as mulheres internadas em Campos de Jordão para tratamento da tuberculose, que eram submetidas a radiografias de Tórax frequentes (e obviamente das mamas também, pois não da para separá-la do restante da caixa torácica)?
      Cada mamografia anual (emite radiação ionizante) contribui para o desenvolvimento de câncer de mama, que não surge de imediato, mas após cerca de 10 anos de exposição. E seus efeitos são cumulativos, ou seja, jamais os danos aos tecidos desaparecem com o passar do tempo e cada exposição à radiação se soma com a anterior. Quanto mais jovem o indivíduo quando exposto à radiação, maior os danos teciduais.
      Se o indivíduo se submete a muitas radiografias na infância e adolescência (estudos radiológicos para escoliose, por exemplo) eleva-se o risco para o câncer de mama em aproximadamente 70%. As meninas têm risco maior, pois o tecido mamário está imaturo e elas posteriormente sofrerão o estímulo dos estrógenos, hormônio que é poderoso multiplicador das células das mamas e, nesse processo de intensa replicação de ductos e lóbulos mamários, poderá degenerar em câncer aquelas células, cujo DNA foi alterado pela radiação prévia.
      E quanto maior a carga de radiação a qual a mulher for exposta, maior o risco de contrair o câncer de mama. E ao contrário do que se acreditava anteriormente, a radiação da mamografia não é trivial. A mamografia possui risco cumulativo da radiação para iniciar e promover o câncer de mama. Uma mamografia equivale a radiação de radiografia de tórax simples, equivalente a 1/ 1,000 de um rad (dose de radiação absorvida).
      A pratica rotineira de fazer 4 incidências por cada mama equivale a exposição 1,000 vezes maior, pois a dose de exposição será de 1 rad focado em cada mama e não dispersa em todo o tórax2. Desta forma, uma mulher na pré-menopausa, submentendo-se a uma mamografia por ano, em 10 anos consecutivos terá recebido um total de 10 rads para cada mama.
      Além disso, o risco de câncer de mama advindo da mamografia aumenta até 4 vezes para aqueles 1 a 2% de mulheres que são portadoras do gene A-T (ataxia-telangiectasia), que são muito susceptíveis aos efeitos cancerígenos da radiação (estes casos são responsáveis por até 20% de todos os cânceres de mama detectados anualmente nos EUA). E se a paciente for portadora de mutações no gene BRCA1/2 o risco de desenvolver câncer de mama aumentará cinco vezes se tiver feito mamografia antes dos 30 anos.
      A ressonância magnética e a ultrassonografia de alta resolução, que utilize o protocolo completo, associado ao Doppler e elastografia são as melhores opções. Recordando que a ressonância magnética emprega contraste, o gadolínio, que pode ser muito tóxico para algumas pessoas e gerar nódulos pelo corpo e nos órgãos internos.
      Espero que, com estas informações, esteja mais atenta aos procedimentos médicos que são radiológicos e que evite-os sempre que possível.

  2. fis duas tomografias do crânio em menos de seis meses e não falei ao radiologia na segunda tomografia que eu tinha feito uma tomografia a seis meses atrás estou preocupado

    1. prezado Altair:

      Agora que fez não adianta mais preocupar-se.

      Mas deve evitar ao máximo repetir tomografias no futuro. Caso seu médico peça outra TC, Sempre pergunte a ele se não pode substituir a TC por US, de preferência com Doppler e elastografia (exame tríplice), que é inócuo e muito diagnóstico ou pela Ressonância magnética.

      Pode entrar em contato conosco de novo, pedindo orientação sobre métodos diagnósticos alternativos, caso uma nova TC seja solicitada, que teremos prazer em te ajudar.

      Dra. Lucy Kerr

      1. se eu soubesse que tomografias computadorizadas fizesem mal a saúde nunca teria feito poso ter um tumor no cérebro por ter feito essas tomografias os radiologistas deveriam informar sobre os perigos

  3. Olá Dr. Kerr. Tenho 33 anos. Aos 31 anos realizei em um intervalo de 6 meses três TC de tórax e uns 2 RX também de tórax. Também já realizei uma TC de abdomem e uma TC de crânio. Tudo isso por conta de um transtorno de Ansiedade com enfase hiponcondríaca. Existe alguma informação, ou cuidados especícicos de prevenção ao aperecimento de neoplasia? Quanto tempo após a exposição à radiação pode surgir? Obrigado.

    1. Prezado Alex

      Lamentavelmente já o Senhor foi irradiado desnecessariamente. Os diagnósticos que recebeu aparentemente não justificam os exames realizados. Pode ser até que seus médicos ficaram alarmados com os sintomas que o senhor manifestou e não desejaram correr riscos e resolveram investigá-lo a fundo.
      Pelo que descreveu percebi que está muito ansioso e preocupado, o que poderá acarretar uma série de doenças decorrentes do stress. E precisa combatê-lo urgente.
      Minha sugestão é que procure um psicólogo para tratar sua ansiedade, sem usar drogas e preferentemente com hipnoterapia, que é método efetivo e bem rápido, além de ser bem menos dispendioso do que o da neurolinguística e outros similares, que também tratam o problema e em curto prazo.
      Se desejar mais informações poderemos colocá-lo em contato com um psicólogo de nossa clínica que poderá esclarecê-lo melhor.
      Atenciosamente,
      Dra. Lucy kerr

  4. Dra. Boa noite!!!
    Estou com pneumonia pela segunda vez e fizemos o raio x as 2 vezes e não conseguiram visualizar a pneumonia, somente na Tomografia, enfim na segunda apareceu o que não havíamos observados na primeira. Nódulo de 4 mm. Estou trando a pneumonia e o médico pediu que assim que terminar a medicação repetir após 1 mês a Tomografia. Existe outro exame mais seguro?

    1. Querida Tatiane:

      Desconheço seu caso médico por completo e é difícil dar uma opinião à distância.
      Mas sugiro que converse com ele e verifique se é realmente necessário repetir em tão curto intervalo, pois quando o médico pensa em tumor, o intervalo recomendado é de 3 meses.
      Pode ser que se repetir agora o exame o resultado seja inconclusivo e vc necessite de novo CT daqui há 3 meses.

      Como não há outro exame que o substitua eficazmente, o melhor seria verificar com ele exatamente o porquê do intervalo tão curto.
      LK

  5. Ola Dra. Para meu filho de 5 meses foi solicitado a tomografia 3D do cranio para avaliar o fechamento da fontanela frontal/superior (moleira) devido suspeita clinica de cranioestenose. A ressonancia magnetica é uma boa opcao ao inves da tomografia? A qualidade do exame é prejudicada de alguma forma? Qual das duas seria a melhor indicacao? Desde ja agradeco a atencao.

    1. Rafael, deixo que avalie por si dando estas informações:

      Uma das principais causas do aumento dos nódulos tireoidianos, especialmente os malignos, é a radiação médica. A exposição à radiação da tireoide em pacientes jovens é um fator de risco amplamente conhecido para a instalação do câncer de tireoide, que dura cerca de 40 anos e talvez por toda a vida após a irradiação.
      A exposição à radiação médica ocorre com muita frequência, inclusive na população pediátrica, justamente a mais sensível aos efeitos da radiação. No passado a radiação tireoidiana era devida principalmente aos tratamentos médicos como a radioterapia, mas atualmente a radiação dos exames médicos radiológicos (p.e. mamografia, radiografias do Tórax, Tomografias) representa a maior fonte de exposição humana à radiação.
      A radiação relacionada à tomografia computadorizada (TC) está elevando-se exponencialmente, particularmente na população pediátrica. Vários estudos independentes concluíram que os múltiplos exames de TC resultaram em doses cumulativas significantes de radiação para a tireoide, ainda que menor do que a radioterapia. Já existe evidência epidemiológica atual de que um pequeno, mas significante aumento do risco do câncer de tireoide é decorrente da radiação advinda da TC. E, paralelamente ao aumento da exposição à radiação médica está aumentando a incidência do câncer papilífero de tireoide. O risco específico do câncer de tireoide relacionado ao TC diagnóstica é significante, pois um terço de todos os exames de TC é realizado na cabeça e pescoço. A TC ou RX de tórax em criança sempre irradia a tireoide, o que aumenta o risco de terem câncer de tireoide, o que piora se o TC é repetido ou se usa contraste iodado (o iodo é seletivamente absorvido pela tireoide e aumenta 35% a dose absorvida de radiação pela tireoide).
      Berrington de González e col.1 estimaram em 1200 mais casos de câncer de tireoide no futuro em decorrência da irradiação da tireoide pelo TC somente no ano de 2007.
      Felizmente a radiação de causa médica pode e deve ser reduzida. Mas para isso é necessário um trabalho de conscientização dos médicos e dos pacientes. Uma das formas de se reduzir a e exposição à radiação é usar pescoçeira de chumbo para recobrir a região cervical e não utilizar o contraste iodado no exame para não aumentar a carga de radiação.
      Dados recentes mostram que a suscetibilidade à radiação pode estar aumentada em decorrência de fatores hereditários (genéticos) e um deles, o XRCC1, parece interagir com a radiação aumentando o fator de risco para desenvolvimento do câncer tireoidiano. E as pessoas não sabem que genes possuem sem fazer o mapeamento do genoma antes de serem irradiados (atualmente restrito a poucos muito abonados), por isso o mantra é: quanto menor a exposição à radiação mais saúde futura.
      Todos esses dados nos induzem a reavaliar a propedêutica imagenológica médica para rastreamento das doenças e favorecer aos métodos de diagnóstico por imagem que não tem radiação ionizante e não causarão câncer nem degeneração da nossa raça pela transmissão das mutações obtidas nesses exames.
      Exposição à radiação

      ˜No passado a radiação tireoidiana era devida principalmente aos tratamentos médicos
      âRadioterapia
      âInjeção de iodo radioativo para tratar hipertireoidismo
      ˜Atualmente a radiação exames médicos radiológicos é a maior fonte de exposição humana à radiação
      âMamografia
      âRadiografias do Tórax
      âTomografias computadorizadas
      A Radiação médica é uma das principais causas do aumento dos nódulos tireoidianos, especialmente os malignos e apenas 1 RX de torax na infância aumenta em 10 vezes o risco desta criança vir a ter leucemia ou linfoma. Risco da radiação é maior em pacientes jovens: quanto mais jovem pior. E amplamente ignorado por médicos e pacientes. Efeito perdura 40 anos e talvez por toda a vida após a irradiação . Estes são trechos de uma das 3 aulas que estou preparando para a infoeditora e gostaria que vc assistisse, pois é para leigos. Vai ser on-line e a primeira exibição é gratuita.
      Conto o que os médicos geralmente não informam aos pacientes sobre a radiação, a mamografia, e muitos outros assuntos e em linguajar fácil de entender.
      Conhecimento te dá armas para se defender na questão da saúde . Saber o que é melhor para vc e sua família tomarem a decisão certa.
      Se decidir por fazer a RM não deixe injetar o gadolínio. Veja alguns dos problemas do gadolínio:
      ˜ ã reações adversas conhecidas de longa data
      â enjoos, vômitos, prurido
      â eritema e erupções cutâneas
      â Insuficiência renal aguda
      â Falta de ar, batedeira (arritmia) e parada cardíaca seguida óbito
      â Fibrose sistêmica nefrogênica = pode ser fatal
      † nódulos no subcutâneo, músculos, articulações, fígado, pulmão e coração
      â 2 alertas FDA : 2006 e 2010
      ˜ Descoberta fevereiro 2015
      â Gadolínio não é totalmente eliminado após exame
      â Até 6,6 mcg gadolínio/g tec. cerebral em autópsias
      â Não se sabe o significado clínico
      â Até esclarecer efeitos longo prazo evitar RNM com contraste

      Se decidir fazer RX craneo peça para protegerem com avental de chumbo o tórax do seu filho, o que reduzirá o risco de ter leucemie linfoma no futuro
      Convido-o mais uma vez a ter mais informações na aula da Infoeditora que daremos em maio
      Dra. Lucy Kerr

  6. Boa noite Dra Lucy Kerry meu nome Marli ,em 2meses fui internada 4 vezes diagnostico(trambose venal celebral) fiz 4 tamografias com cotraste e uma angeografia, no momento estou hospitalizada estou com medo sao treis trombo na cabeça cura uma da outra ( e uma na perna ) me responda por favor abraços.

    1. Prezada Marli:

      As informações que me passou e sem nenhum exame de imagem anexo são insuficientes para eu poder emitir uma opinião do seu caso. Na verdade não entendi se tem receio da radiação das tomografias ou das consequências da trombose.
      De qualquer forma está internada e sendo medicada. Aconselho que fale com seu médico e exponha suas dúvidas e preocupações. Se desejar obter mais informações sobre a radiação médica e suas consequências informo que gravamos recentemente um vídeo que foi transmitido no Congresso da Conasaúde. Para mais informações sugiro que clik no link http://www.conasaude.com.br/lucykerr
      refiro-me especificamente à aula:
      1. O câncer de tireoide está aumentando em todo mundo – o quê fazer? (aborda a relação entre esse câncer e a radiação médica)

      Você perdeu a exibição online gratuita do congresso, que foi transmitido dia 20/05 /2016, mas poderá obter o arquivo definitivo do evento posteriormente.
      Nessa aula eu explico os perigos da tomografia computadorizada, mas não falo para não fazer.
      Digo que é para ser realizada somente com muito boa indicação. Se tem dúvida que estão indicando bem seu exame, peça o parecer de outro médico. Em excesso a TC pode fazer mais mal do que bem. Mostro na aula a relação entre o câncer de tireoide, que triplicou sua incidência nas últimas 3 décadas e a radiação médica. Espero ter ajudado.
      Atenciosamente,
      Dra. Lucy Kerr

  7. Oi Dra. Fiz duas tomografia no intervalo de um mês e com isso percebi que meu cabelo está caindo muito. A senhora poderia me ajudar neste sentido . agradeço

    1. Sonia:

      Agora nada a há mais para fazer. Realmente foi com as quedas de cabelo e dermatite actínica (da radiação) que o FDA começou a investigar a carga da radiação dos exames de CT nos EUA e descobriram que era muito elevada.
      Só posso te recomendar não fazer outra tomografia e, se te pedirem outra, pode me enviar a solicitação e a justificativa para o exame do seu médico que eu te ajudarei e verificar se o exame é realmente necessário.
      E sugiro que não faça mamografia, apenas a ultrassonografia das mamas e, se puder pagar, faça o exame tríplice das mamas (US+ Doppler + elastografia), que é ainda melhor, mas os convênios muitas vezes não pagam.
      Se deseja mais informações, asssita nossas aulas do Conasúde que foram gravadas para ajudar aos leigos nesse difícil universo dos exames médicos.Nosso link é http://www.conasaude.com.br/lucykerr
      Atenciosamente
      Dra. Lucy Kerr

  8. BOA NOITE,
    DR.LUCY KERR, MEU FILHO DE 11 MESES NASCEU COM UM CALOMBO NA CABEÇA A NEURO PASSOU A TC,MAS ESTOU COM MUITO MEDO POR CONTA DA RADIAÇÃO,ELE FEZ UM RAIO X E O RESULTADO FOI ENCOCHE(FENDA)EM REGIÃO TEMPORAL.
    SERÁ NECESSÁRIO A TOMOGRAFIA.
    TERIA ALGUMA SEGUNDA OPÇÃO PRA VERIFICAR O CRANIO A PARTE OSSEA.
    OBRIGADA.

    1. Prezada Adriana:

      Entendo sua preocupação e sugiro que busque a opinião de mais dois profissionais neurologistas para verificar se a tomografia é realmente necessária. Para que saiba, as doses da tomografia equivalem a um quarto da dose recebida por sobrevivente de holocausto nuclear e as consequências são maiores quanto mais jovem é o indivíduo.
      ˜ Radiação 1 TC crânio ou 2 TC abdome = ¼ dose sobrevivente bomba atômica
      ˜ Mamografia o efeito radiação não é igual para todas

      Exposição à radiação de várias fontes e em cada exame radiológico.
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      Referência: Bonato CC e col. Alterações tireoidianas associadas à radiação externa em crianças e adolescentes. Arq Bras Endocrinol Metab, vol.55 no.6, 2011

      Sugiro que assista a aula sobre o câncer de tireoide que dei no congresso online do Conasaúde em final de maio de 2016, que pode acessar no link: http://www.conasaude.com.br/lucykerr
      As aulas abordam assuntos importantíssimos para a saúde da população e por isso as intitulamos SSS – Salve Sua Saúde. Entre elas está o que deseja saber, a questão dos efeitos da radiação médica, a segunda da sequencia:
      1. Mamografia – verdades e mentiras (aliás, muitas mentiras)

      2. O câncer de tireoide está aumentando em todo mundo – o quê fazer? (e sabe qual a relação entre esse câncer e a radiação médica?)

      3. Hepatite C- avanços e conquistas recentes

      Ao expor-se a exames radiológicos você pode achar que está fazendo o melhor para sua saúde, mas pode ser justamente o contrário: faz o que não deveria!
      Na aula sobre o câncer de tireoide enfocamos os perigos da exposição à radiação ionizante de origem médica que aumentou assustadoramente nos últimos 30 anos, ultrapassando todas as demais fontes de exposição à radiação que estamos sujeitos na Terra e causando aumento da incidência de câncer e outros problemas de saúde. Um dos passos mais importantes para reduzirmos o risco do câncer da mama, linfoma. Leucemia, tireoide e vários outros é evitar exames radiológicos desnecessários.
      A população brasileira em geral continua ignorando esse inimigo oculto número 1, que é a radiação médica, potencialmente letal, como toda a fonte de radiação e que também pode afetar a descendência, se o indivíduo ainda está em idade fértil e contribuir para a degeneração da espécie. Se você quer conhecer mais a respeito dos efeitos adversos da radiação médica recomendo que assista especificamente a essa segunda aula acessada pelo link: http://www.conasaude.com.br/lucykerr
      Dra. Lucy Kerr

      1. Dr. Bom dia!
        Ano passado com 16 anos fui submetida a 10 tomografias (1 com contraste) 16 raio x, e 1 ressonância magnética. Em um período de 5 meses. Que risco eu corro?

      2. Samyla:

        Realmente você recebeu uma carga muito grande e que aumentará seus riscos de ter um câncer no futuro. Mas lembre-se que isso é uma probabilidade, não é uma certeza. Não sei qual foi o motivo que gerou esta conduta médica e não saberia dizer se foi adequada para você nas circunstâncias que foi.
        Para que compreenda melhor o problema seria aconselhável que você assistisse uma aula que ministrei para leigos no congresso da Conasaúde e que pode ser acessada pelo link: décadas você precisa assistir as nossas aulas, que poderão ser acessadas pelo link
        http://www.conasaude.com.br/lucykerr
        O que você acha que é a causa mais provável de causar câncer de mama: produtos químicos como BPA, ftalatos e pesticidas ou exames de imagem, como raios-X e tomografia computadorizada?
        A resposta é surpreendente: os exames de imagem, especialmente tomografia computadorizada, mas também outros tipos de exames radiológicos e até mesmo as mamografias usados ​​para detectar câncer de mama. Você pode achar que está fazendo o melhor para sua saúde, mas pode ser justamente o contrário: faz o que não deveria!
        O Instituto de Medicina, o braço de saúde sem fins lucrativos da Academia Nacional de Ciências, analisou as possíveis causas de câncer de mama em 2012 e descobriu que nenhum produto ou substância química pode ser conclusivamente ligado à malignidade. Mas esse não é o caso dos exames que utilizam radiação. O relatório, “Câncer de Mama e do Ambiente: uma abordagem ao longo da vida”, concluiu que cerca de 2.800 casos de câncer de mama por ano entre as mulheres americanas foram decorrentes da radiação médica. “E esses cânceres de mama são importantes porque eles poderiam ser reduzidos”, disse Rebecca Smith-Bindman, MD, diretor do Laboratório de Pesquisa de Radiologia Outcomes na Universidade da Califórnia em San Francisco, em uma análise dos resultados. (http://www.consumerreports.org/cro/news/2015/02/can-mammograms-cause-cancer/index.htm).
        Na aula sobre o câncer de tireoide enfocamos os perigos da exposição à radiação ionizante de origem médica que aumentou assustadoramente nos últimos 30 anos, ultrapassando todas as demais fontes de exposição à radiação que estamos sujeitos na Terra e causando aumento da incidência de câncer e outros problemas de saúde. Um dos passos mais importantes para as mulheres darem para reduzir o risco do câncer da mama e de tireoide é evitar exames radiológicos desnecessários.
        A população brasileira em geral continua ignorando esse inimigo oculto número 1, que é a radiação médica, potencialmente letal, como toda a fonte de radiação e que também pode afetar a descendência, se o indivíduo ainda está em idade fértil e contribuir para a degeneração da espécie.
        Se você quer conhecer os efeitos adversos da radiação médica, você precisa assistir a essa aula específica dentre outras que estão nesse congresso online. Infelizmente a fase de exibição gratuita online do congresso foi no mês passado, mas se tiver qualquer dificuldade para obter o arquivo definitivo do evento sugiro que entre em contato comigo de novo que veremos o que poderemos fazer para ter acesso à aula.
        De agora em diante evite os exames radiológicos, exceto os absolutamente necessários e definidos por mais de um médico, solicitando sempre que ofereçam alternativas de exame sem radiação.
        Para maiores orientações eu precisaria conversar consigo pessoalmente ou com sua mãe.
        Atenciosamente,
        Dra. Lucy Kerr

  9. Fiz uma tc de crânio devido a uma crise de dor de cabeça de 15 dias, agora 4 meses depois, sinto muita dor na região do fígado, dois médicos trataram como síndrome do intestino irritado, mas não apresenta melhoras significativas, já fiz 3 us de abdome total e não apresenta alterações, agora ele quer um tc de abdome total. Estou com medo de fazer devido a carga de radiação, mas continuo sentindo dores, perguntei sobre a ressonância, mas ele disse que a tc era melhor. Não sei mais o que fazer.

    1. Prezado Douglas:

      tem toda a razão de não querer fazer a TC, mas para substitui-la pelo US teria que ser algo mais, como o exame tríplice, que é o US com Doppler e elastografia, exame de 3 horas ou mais de duração e que rastreia completo todos seus órgãos e pode detectar mais coisas que exame US convencional.
      Se for fazer CT da cabeça sugiro que opte por Ressonância e sem contraste, que não é eliminado do organismo.
      Se quer saber mais sobre radiação, sugiro que veja a aula que recentemente dei no congresso da Conasaude, que foram selecionadas pelo Comitê do evento para divulgá-lo, pois todas abordam temas novíssimos ou nunca abordados nos nossos congressos. Minha participação no CONASAÚDE foi como professora convidada em 3 temas:
      1. Hepatite C- avanços e conquistas recentes;

      2. Mamografia – verdades e mentiras (aliás, muitas mentiras);

      3. O câncer de tireóide está aumentando em todo mundo – o quê fazer?

      Nesta terceira aula estarei enfocando os perigos da exposição à radiação ionizante de origem médica que aumentou assustadoramente nos últimos 30 anos, ultrapassando todas as demais fontes de exposição à radiação que estamos sujeitos na Terra e causando aumento da incidência de câncer e outros problemas de saúde.
      Mas os médicos e pacientes brasileiros, em sua vasta maioria (há brilhantes exceções), continuam ignorando esse inimigo oculto número 1, que é a radiação médica silenciosa, indolor, imperceptível, mas potencialmente letal, como toda a fonte de radiação. Santa ignorância, que custa tão caro para a humanidade, pois afeta a nossa descendência, que já está degenerando, como previsto nos filmes holiwoodianos que enfocam a TERRA após cataclismo nuclear. A radiação de origem médica está se encarregando de antecipar os efeitos da radiação da explosão atômica.
      Se você quer conhecer os efeitos adversos da radiação médica, se deseja saber como as mulheres têm sido tapeadas com propagandas enganosas para se submeterem à mamografia de rastreio, se você tem hepatite C e precisa saber as principais novidades sobre o assunto (diagnóstico, tratamento e perspectivas devida), você precisa assistir nossas aulas, que poderão ser acessadas pelo link para inscrição abaixo. No primeiro dia a exibição será gratuita e, se desejar o arquivo definitivo do evento, sugiro que compre um dos pacotes do Congresso, que não estão caros.Se tiver dificuldade com o link ou com o preço, fale conosco que procuraremos resolver seu problema:
      http://www.conasaude.com.br/lucykerr

  10. Dra. Minha filha nasceu com suspeita de cranioestenose, aos 4 meses fez uma tomografia aos 2 anos e meio, do nada não conseguia andar eu a colocava em pé ela caia levei no hospital e de imediato foi pedido outra tomografia, hoje ela tem 5 anos e já fez mais 3 raio X da Cabeça, por fortes dores uma vez que era sinusite doutras duas por ter caído e ter aparecido um grande galo, fez também radiografias da boquinha porque tem mordida cruzada e terá que colocar uma pistinha, nunca soube dos riscos da tomografia descobri agora é fiquei em pânico. Existe alguma exame que possa ser feito para saber o quanto de radiação ela tem no corpo?

    1. Querida Sandra

      Realmente, a carga de radiação que sua filha recebeu é muito elevada até agora e o que eu posso te recomendar é que evite o máximo possível que novas tomografias sejam realizadas, pois de todos os exames radiológicos é o que tem a maior carga.
      E veja se consegue, sempre que a tomografia for recomendada, substituir por outro sem radiação, como a ultrassonografia e ressonância magnética (mas não use o contraste gadolínio, pois ele não é eliminado do corpo, exceto se uma junta médica garantir que é indispensável).
      Mas agora não há nenhum exame que possa te dosar quanto sua filha recebeu de radiação.
      Atenciosamente,
      Dra. Lucy Kerr

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