O ULTRASSOM DOPPLER PODE AJUDAR A IDENTIFICAR ALERGIA INFANTIL AO LEITE DE VACA

Ultrassom Doppler pode ser uma ferramenta de triagem viável para ajudar a diagnosticar crianças com alergias ao leite de vaca, sugere um artigo publicado online na edição de junho do American Journal of Roentgenology (AJR). Cerca de 2,5% para 7,5% das crianças desenvolvem essa alergia, mas pode ser difícil de diagnosticar devido a uma variedade de sintomas. Crianças com suspeita de alergia ao leite de vaca são colocadas em uma dieta de exclusão por várias semanas, que é seguido por um teste de desafio.Médicos no Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, Brasil, conduziram um estudo para avaliar a eficácia da escala de cinza e cor de ultrassom Doppler para identificar a inflamação intestinal provocada pela alergia (AJR, Junho de 2011, vol. 196:6, pp W817-W822).Dezessete sintomáticos e assintomáticos 17 crianças de 6 meses de idade e mais jovens foram recrutados para o estudo. A dieta de todas as 34 crianças incluídas leite de vaca. Irritabilidade (100%) e vômitos (70%) foram os sintomas mais frequentemente relatados.

Um exame de ultrassom foi realizado quando um bebê foi ao Serviço de Gastroenterologia Pediátrica entre maio de 2006 e julho de 2009 para o tratamento (grupo estudo) ou por um exame de rotina (grupo controle). O ultrassom em escala de cinza mediu a espessura da parede das alças intestinais no jejuno, íleo terminal em todos os segmentos do cólon. O teste de cores Doppler avaliou a quantidade de vasos mesentéricos periféricos em uma área de 4cm2. Cinco áreas foram examinadas no lado direito e cinco no lado esquerdo do abdomen para examinar as regiões ileal e jejunal, de acordo com o autor principal Dr. Matias Epifanio e colegas.

Todas as áreas coloridas foram classificadas como sendo vasos e a densidade dos vasos na superfície foi avaliada usando software de domínio público análise de imagens (ImageJ, EUA National Institutes of Health).  O percentual da densidade de vasos foi obtido a partir da área vascularizada variando entre 0% a 100%.

Crianças sintomáticas foram então colocadas em uma dieta de fórmula à base de aminoácido, após a qual 15 dos 17 bebês tiveram uma avaliação no Departamento de Gastroenterologia Pediátrica em uma segunda série de exames de ultrassom. Depois de serem alimentados com leite de vaca em um teste desafiador com duração de até uma semana, os bebês foram submetidos a uma terceira série de exames ultrassonográficos. A porcentagem da densidade de vasos mesentéricos, de acordo com o estudo Doppler colorido em pacientes com suspeita de terem alergia ao leite de vaca (média de 28.1%) foi significativamente maior do que nas crianças do controle (média de 7.8%), segundo relatado pelos autores.

Epifanio e colegas recomendaram um valor de corte de 18.7% para a densidade vascular. Neste ponto de corte, os pacientes com alergia ao leite de vaca poderiam ser diferenciados daqueles sem alergias, com sensibilidade de 81.8% e especificidade de 94.1%.

“Achados ultrassográficos, particularmente a densidade vascular, parecem estar relacionados com as alterações inflamatórias da parede intestinal,” escreveram os autores. “Os mecanismos fisiopatológicos da alergia ao leite de vaca em crianças está geralmente associado com a  inflamação intestinal e o ultrassom pode detectar estas alterações.”

Quando associada a parâmetros clínicos, os exames de ultrassom Doppler podem ser úteis como um método de triagem das alergias ao leite de vaca em crianças, eles concluíram.

 

2 comentários sobre “O ULTRASSOM DOPPLER PODE AJUDAR A IDENTIFICAR ALERGIA INFANTIL AO LEITE DE VACA

    1. Prezado Yuri:
      A parte morfológica do exame, realizada com US de módulo B você pode realizar com sonda linear de alta resolução, com 9Mhz ou mais, foco curto. mas a parte com Doppler colorido ele utilizou um protocolo para calcular a densidade dos vasos na superfície, que utilizou um software de domínio público para análise de imagens (Image, EUA – National Institutes of Health) e classificado entre 0% a 100% de acordo com o percentual da densidade de vasos obtido na área vascularizada. Não posso te adiantar mais que isso, mas se necessitar de mais informações sugiro que contate os autores, que são brasileiros do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, Brasil. Não será difícil localizá-los.
      Atenciosamente,
      Dra. Lucy Kerr

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