O ultrassom transvaginal 3D supera histerossalpingografia (HSG) para anormalidades uterinas

O Ultrassom transvaginal 3D funciona melhor e é mais barato do que a histerossalpingografia (HSG) em mulheres com anomalias uterinas, de acordo com um estudo da Escola de Medicina Leste de Virginia.

A partir do estudo prospectivo envolvendo 103 mulheres, os pesquisadores determinaram que a ultrassonografia transvaginal 3D visualiza e avaliada a cavidade uterina com precisão similar ou melhor do que HSG pelos padrões convencionais realizados em serviços radiológicos. Ele também produziu menor custo e morbidade.

“Esses resultados mostram o ultrassom 3D como uma ferramenta muito promissora que pode eliminar a necessidade de cirurgia diagnóstica das anomalias uterinas”, disse Silvina Bocca, doutorado. Ela apresentou os resultados do Instituto Americano de Ultrassonografia em Medicina (AIUM) no encontro anual realizado em abril de 2011 em Nova Iorque.

Anormalidades uterinas estão associados com um aumento do risco de esterilidade, aborto e complicações obstétricas. Embora algumas dessas anormalidades serem frequentemente detectadas por ultrassom transvaginal 2D, o diagnóstico final é tradicionalmente obtida por HSG, ressonância magnética, ou uma combinação de histeroscopia e laparoscopia, Bocca disse. A equipe daEscola de Medicina Leste de Virginia visou comparar prospectivamente os custos, acurárcia, riscos e benefícios do ultrassom transvaginal em 3D com a HSG em mulheres com anormalidades uterinas. O grupo incluiu de 101 mulheres (idade, 26-44) com evidência de patologia uterina que estavam frequentando uma clínica de infertilidade.

Todos as participantes tiveram uma HSG de rotina como parte de sua avaliação de infertilidade, bem como um exame de ultrassom transvaginal em 3D, como parte do estudo. O exame de ultrassom foi realizada por um investigador experiente no uso do Voluson (GE Healthcare) utilizando a técnica de Z para obter imagens multiseccionais do plano coronal mediano do útero. O investigador que realizou as  varreduras estava cego quanto aos resultados da HSG.

Se o paciente tinha feito uma histeroscopia com ou sem a laparoscopia, os achados cirúrgicos foram usados ​​como o padrão ouro para seu diagnóstico. Um total de 119 anomalias uterinas foram identificadas, 30 eram congênitas e 89 foram adquiridas. Haviam também seis úteros normais.

As 30 anomalias congênitas uterinas foram classificadas como arqueado (três), unicorno (um), bicorno (quatro), Didelfo (dois), e úteros septados (20). As 89 anomalias adquiridas foram classificados como pólipos (38), miomas (30), sinéquias (17), e adenomiose (quatro).

Em anomalias congênitas, o ultrassom transvaginal 3D detectou 100% dos miomas, 100% das sinéquias, e 50% das adenomioses, em comparação com as taxas de detecção da HSG de 83%, 80% e 62%, respectivamente.

Nenhuma reação adversa foi relatada após a ultrassonografia 3D, enquanto seis reações adversas de discretas para moderadas foram relatadas após a HSG.

Análise de custo

Utilizando as taxas do Medicare do estado de Virginia (não incluindo os honorários dos radiologistas ou os custos hospitalares), o ultrassom 3D teve um custo de 138.49 dólares por paciente, a RM com contraste tem um custo de 1.539 dólares e a HSG tem um custo de 408,87 dólares. A histeroscopia teve um custo variável de 228,24 a 541,96 dólares.

O Ultrassom 3D foi 100% preciso nos seis úteros normais, gerando um custo total de US $ 834 ($ 139 x 6) para todos os pacientes normais. Nenhuma avaliação adicional ou tratamento foi necessário.

A HSG, entretanto, falhou na classificação correta desses pacientes, custando um total de $ 2.454 para todos os seis indivíduos, segundo Bocca. Além disso, esses pacientes necessitaram de uma avaliação mais aprofundada, que teria custado 9.234 dólares ($ 1539 x ​​6) se uma ressonância magnética tivesse sido  indicada e 1.374 dólares e se a histeroscopia ($ 229 x 6) fosse necessária. O custo agregado variaria de U$ 3.828 a U$ 11.779 para todo o grupo, comparado com $834 do uso exclusivo do ultrassom 3D.

O Ultrassom 3D também diagnosticou corretamente todos os 20 úteros septados. Isso gerou um custo de 2780 dólares (U$ 139 x 20) para o diagnóstico e 10.840 dólares para septoplastia histeroscópica ($ 542 x 20) para avaliação. O custo total para este grupo de pacientes foi $ 13.620.

“Quinze destes 20 pacientes engravidaram espontaneamente”, disse ela.

HSG apenas diagnosticou corretamente sete dos 20 pacientes a um custo total de 6.657 dólares, incluindo $ 2.983 ($ 409 x 7) para a HSG e 3.794 dólares para septoplastia ($ 542 x 7). Os 13 diagnósticos incertos necessitaram de outros exames, que acrescentaram um custo de aproximadamente U$ 19.000 para RM e US $ 10.000 quando a histeroscopia e laparoscopia foram indicadas.

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