O SEU EXAME ULTRASSONOGRAFICO PODE REVELAR MUITO MAIS OU MUITO MENOS

Você sabia que em geral os Ultrassonografistas utilizam um protocolo muito restrito ao examinar os pacientes? Quando fazem o exame de pelve, por exemplo, podem visualizar apenas o útero e ovários. Isso significa, portanto, que não examinará as tubas, as doenças que estão situadas ao redor dos genitais internos e, principalmente, o intestino, que é um local muito comum de apresentar problemas e, alguns deles, muito graves.

A ultrassonografia pode ser utilizada como método de rastreamento primário do intestino em algumas doenças muito importantes como a Apendicite, a Diverticulite e a Doença de Crohn. Mas, muitas vezes, podemos ser surpreendidos com achados inesperados,  que podem significar a diferença entre um diagnóstico precoce ou tardio de doença grave – como o câncer por exemplo.

O exame transvaginal possibilita uma visualização única onde o intestino pode ser examinado com uma sonda de altíssima resolução. Ela permite identificar detalhes não visualizáveis se o exame for realizado com a sonda convencional, normalmente utilizada para examinar o abdome.  Mas para isso é fundamental que os Ultrassonografistas se detenham a realizar o protocolo completo para exame do intestino, que toma um tempo bem maior.  Mas esta pode ser a diferença entre um tratamento simples e efetivo ou um muito complicado e sem  nenhuma garantia de sucesso.  Por isso é bom você saber e entender a respeito desse assunto, para exigir que os Ultrassonografistas procedam da forma adequada na hora dos exames.

Abaixo mostramos um caso que foi muito bem resolvido, realizado no nosso serviço:

Imagem ultrassonografica de Pólipo benigno pediculado do cólon detectado casualmente em exame ultrassonografico endovaginal da pelve, que mostra uma massa no lúmen intestinal de 1.5 cm de diâmetro (cabeças de setas), ligeiramente menos ecogênica do que o restante do conteúdo da alça.

Imagem Doppler da lesão intestinal. Neste estudo foi possível identificar que a massa do lúmen intestinal era pediculada, pois foi visto o pedículo vascular proveniente da parede intestinal percorrendo trajeto de curta distância antes de penetrá-la e ramificar-se profusamente no seu interior, o que deu a certeza de que correspondia a tecido vivo endoluminal e afastou-se a possibilidade de ser apenas fezes. Este nódulo, se fosse tardiamente diagnosticado, teria se transformado em câncer do intestino, pois já estava quase se malignizando.

Apaciente realizou o exame de colonoscopia após nossa recomendação.

Pólipo intestinal antes da remoção, mostrando o pedículo (seta)

Após remoção do pólipo e cauterização do pedículo

O pólipo que foi removido

Em nosso serviço é parte do protocolo  rastrear o intestino e temos muita experiência no diagnóstico US das doenças intestinais, reconhecida pela atual diretoria da SBUS (Sociedade Brasileira de Ultrassonografia), pois no tratado de Doppler em Medicina, editado pela sociedade, fomos selecionados para produzir o capítulo de Doppler gastrointestinal, justamente por termos grande experiência no assunto. O livro, que teve a participação de vários colaboradores entre os mais experientes ultrassonografistas brasileiros, será lançado durante o  16° Congresso Brasileiro da Sociedade Brasileira de Ultrassonografia, a ser realizado de 24 a 27 de outubro de 2012, em São Paulo, no Centro de Convenções Frei Caneca, 5º andar, em São Paulo. Nossa aula será exatamente sobre o assunto do tratado que escrevemos.

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