NÓDULOS TIREOIDIANOS – UM MAL CRESCENTE

Recebemos um e-mail de uma paciente indagando sobre a possível gravidade de nódulos tireoidianos detectados em um exame de US que realizou, já que sua tireóide está funcionando perfeitamente bem, conforme constatado nos exames laboratoriais que fez.

E respondemos que a tireóide, mesmo com nódulos, costuma funcionar perfeitamente bem, exceto se concomitantemente tenha uma tireopatia difusa que tenha esgotado a reserva funcional da glândula. Todos os órgãos, glândulas e partes essenciais do nosso corpo são dotados de grande reserva funcional quando nascemos. Se não fosse assim, um simples cigarro poderia destruir nossas vidas. Nós podemos viver com menos da metade de um pulmão e por esse motivo muitas pessoas acham que o cigarro não as está afetando, até quando todo o pulmão que restou se torna incapaz de respirar (é o enfisema) e a pessoa morre de insuficiência respiratória.

Da mesma forma, a tireóide tem uma grande reserva funcional que frequentemente não é afetada pelos nódulos, mesmo quando muito numerosos. Esse comportamento difere das tireopatias difusas, em especial a tireoidite crônica e o hipertireoidismo, que podem fazer a tireóide funcionar a menos ou a mais do que o necessário.

A incidência de nódulos tireoidianos malignos aumentou muito nos últimos anos, conforme estatística do Hospital do Câncer de 2012, cujo resultado está em nosso site.

Aparentemente, a paciente que manteve contato conosco apresentava nódulos associados à função tireoidiana normal. Mas quanto a dizer se eles são benignos, malignos ou duvidosos, só poderíamos afirmar após examiná-la pessoalmente.

Nosso exame de tireóide é triplo, pois realizamos 3 exames distintos dos nódulos tireoidianos no mesmo procedimento:

1.            Ultrassonográfico (analisa a morfologia da glândula,  mapeia cada nódulo e o classifica o risco de malignidade utilizando o princípio acústico);

2.            Estudo Doppler (analisa a vascularização da tireóide e dos nódulos tireoidianos por meio do efeito Doppler, classificando o padrão como suspeito ou não);

3.            Estudo  Elastográfico (analisa a consistência do parênquima e dos nódulos tireoidianos utilizando o princípio da elasticidade).

Esses 3 exames são muito completos e permitem definir se o nódulo requer ou não uma biópsia ou  se poderão ser apenas acompanhados.

Estamos a disposição para esclarecimentos adicionais.

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