CURSO PRESENCIAL DE TIREÓIDE

O segundo curso presencial do IKEP- Instituto Kerr de Ensino e Pesquisa será realizado em 01 e 02 de março de 2013 (sexta e sábado), das 8 às 18 horas e temos vagas ultra limitadas, para poder propiciar uma vivência intensiva com a Dra Lucy Kerr, que comanda em tempo integral a prática.

Durante 2 dias o médico estará mergulhado na experiência de realizar os exames com Dra. Lucy Kerr, orientado por ela e tirando todas as suas dúvidas em um grupo pequeno para permitir um aprendizado rico e efetivo.

O curso é avançado e destina-se aos que já tem experiência com US e desejam evoluir e diferenciar-se da concorrência. Todos, absolutamente todos os alunos, que realizaram nossos cursos presenciais se surpreenderam com o quanto aprenderam em tão pouco tempo.

Para intensificar a prática exige-se que o curso teórico seja realizado à distância antes do curso presencial e que as questões de cada matéria sejam respondidas para avaliarmos o rendimento teórico previamente.

Esse cuidado é necessário devido ao curso prático ser para quem já está inteirado da parte teórica e, preferencialmente, já pratica a ultrassonografia, desejando aprimorar-se ou avançar para novas áreas.

As tireopatias estão cada dia mais freqüentes e a ultrassonografia é o método ideal para examinar a tireóide, não sendo suplantada por nenhum outro método de imagem.

Neste curso o aluno tem acesso a todos os detalhes da anatomia tireoidiana necessários para a realização de um exame ultrassonográfico adequado desta glândula. Saberá as indicações do exame ultrassonográfico da tireóide, como a glândula deve ser examinada pelo ultrassom, detalhando-se o método recomendado, assim como toda a sistemática para diagnóstico e conduta nas tireopatias difusas e nos nódulos tireoidianos pela ultrassonografia de alta resolução, pela análise Doppler e pela Elastografia. Aprenderá a diferenciar os nódulos benignos dos malignos e como mapeá-los. O curso ainda ensina a realizar a biópsia destes nódulos guiada pelo ultrassom, orientando como evitar falhas e erros.

Inscreva-se no curso teórico pelo site www.portallucykerr.com.br ou adquira os CDs da TV MED. Nosso e-mail:  portal@lucykerr.com.br Nosso tel.: 11-3287 3755

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AULAS TEÓRICAS QUE SÃO PRÉ-REQUISITOS PARA O CURSO PRESENCIAL.

MATÉRIA: FÍSICA

Neste curso, o aluno terá conhecimento dos princípios físicos do ultrassom e sobre a interação do som com os tecidos, usando-os melhor para entender como se formam e o que degrada as imagens, reconhecer os artefatos e saber interpretá-los, evitando armadilhas e erros diagnósticos. Aprenderá a extrair todos os recursos do seu equipamento, melhorando a sua técnica de exame. Todas as aulas de cada matéria são inteiramente ilustradas e estão sempre finalizadas com uma conclusão que resume o conhecimento relatado. Ao final de cada aula há testes para avaliação do conhecimento.

MATÉRIA:  ANATOMIA DA TIREÓIDE E DA REGIÃO CERVICAL

Muitas patologias da tireóide se manifestam com alterações de textura, forma e volume da glândula. A anatomia tireoidiana e cervical deve ser relembrada antes de qualquer diagnóstico ultrassonográfico.

Aula 1: Generalidades, Detalhes Anatômicos e Limites. Nesta aula é abordada a embriologia da tireóide, a topografia tireoidiana e as estruturas que a circundam, aprendendo-se a reconhecê-las com o US. A anatomia tireoidiana é ilustrada e analisada em detalhes, sua cápsula, seus lobos, o istmo, a assimetria tireoidiana e o lobo piramidal. Os detalhes da anatomia cervical têm que ser conhecidos pelo especialista, para não interpretar estruturas normais como anormais e saber quando o aspecto é patológico.

Aula 2: Detalhes Anatômicos e Irrigação Sanguínea. Nesta aula aborda-se a relação dos grandes vasos cervicais com a tireóide (carótidas e jugulares), como tem que ser a pressão da sonda no exame cervical e o efeito da hipertensão venosa no calibre e pulsatilidade venosa. São descritos e ilustrados os principais ramos arteriais da tireóide: a artéria tireoidiana superior, a artéria tireoidiana inferior e a artéria ima. São mostradas as peculiaridades da irrigação sanguínea da tireóide, que explicam a disseminação intra-glandular precoce da neoplasia tireoidiana e por que não se deve fazer a tireoidectomia parcial em câncer tireoidiano. É mostrada e ilustrada a drenagem e pulsatilidade venosa da tireóide e suas particularidades. Mencionado o protocolo Doppler da tireóide.

Aula 3: Textura e Volumetria. Nesta aula é analisada a variabilidade textural da tireóide normal, as dificuldades do exame ultrassonográfico da tireóide, inerentes a sua topografia e às estruturas que a circundam, ilustrando-se cada uma. Mostrada a ecogenicidade da cápsula tireoidiana e as variações de sua nitidez. Mostradas as dimensões da glândula tireoidiana normal e como mensurar os lobos e istmo. Indicações da volumetria tireoidiana e sua variação com a localidade, ingesta de iodo. Ensina-se o cálculo do volume tireoidiano por vários métodos, recomendando-se aquele que une praticidade e confiabilidade. Tabelas do volume tireoidiano normal em adulto e criança. Analisam-se os fatores fisiológicos e patológicos que alteram o volume tireoidiano.

MATÉRIA: TIREOPATIAS DIFUSAS

Nesta matéria são abordados os principais aspectos das tireopatias difusas e os sinais que permitem diferenciar uma das outras. Também é mostrada a evolução da tireoidite linfocítica, desde os seus primórdios até a atrofia parenquimatosa e sua associação com a patologia nodular, principalmente o câncer de tireóide.

Aula 1: Tireopatias Congênitas, Bócio Difuso e Graves. Nesta aula são abordadas as indicações da ultrassonografia nas tireopatias difusas: diagnóstico, seguimento evolutivo (rastrear nódulos, caracterizá-los e analisar resposta terapêutica), Analisado e ilustrado o hipotireoidismo congênito nas suas várias manifestações (agenesia, hipoplasia ou ectopia tireoidiana e o hereditário) . Mostrados os sinais do bócio difuso de variadas etiologias e ilustrado. Estudados os sinais, os aspectos ultrassonográficos e do estudo Doppler da tireoidite aguda ou infecciosa e da tireoidite subaguda. Analisados os sinais, os aspectos ultrassonográficos e do estudo Doppler da Doença de Graves, discutindo-se sua provável origem autoimune.

Aula 2: Tireoidite Linfocítica. Estudados os sinais e aspectos ultrassonográficos das várias manifestações da tireoidite autoimune (linfocítica e de Riedel). Mostra-se a importância da ultrassonografia na interpretação do exame físico (lobulações, aumentos localizados, dúvidas à palpação) e na correlação entre sintomas e morfologia. Descritos e ilustrados os 6 padrões US morfológicos e de vascularização (estudo Doppler) das tireoidites linfocíticas. Aplicações clínicas dos padrões US das tireoidites linfocíticas. Ensina-se a reconhecer a tireoidite associada a nódulos, diferenciando os verdadeiros dos pseudonódulos (áreas de inflamação).

MATÉRIA: TÉCNICA DE REALIZAÇÃO DE PUNÇÃO ASPIRATIVA COM AGULHA FINA (PAAF) EM NÓDULOS TIREÓIDIANOS

Nesta aula o aluno terá a oportunidade de ver uma demonstração prática da técnica da PAAF de nódulos tireoidianos guiada pela Dra. Lucy Kerr e realizada pelo Dr. Fabiano Calegari (professor de citopatologia da Escola Paulista de Medicina), com a explicação do método pela Dra. Lucy Kerr.

MATÉRIA: INDICAÇÕES DA ULTRASSONOGRAFIA DA TIREÓIDE

Nesta matéria, as indicações da ultrassonografia são abordadas, com ilustrações bem exemplificadoras de cada uma, facilitando a compreensão e assimilação. O método de exame da tireóide é mostrado com ênfase em cada detalhe técnico do procedimento. Ensina-se a realizar o mapeamento dos nódulos tireoidianos, que permite identificar lesões malignas associadas à patologia multinodular, pois não se pode generalizar que todos os nódulos são benignos somente porque a tireóide é multinodular.

Aula 1: Indicações da ultrassonografia da Tireóide – Parte I. Descrevem-se todas as indicações da US da tireóide. Ensina-se a distinguir as tireopatias difusas das focais (nodulares). Explica-se e ilustra-se porque é tão importante a detecção das tireopatias e o que inclui sob essa designação: localização dos nódulos (intra x extra-tireoidianos), pesquisa e mapeamento dos nódulos tireoidianos, rastreamentos de nódulos em pacientes de maior risco, rastreamento do câncer oculto da tireóide, pesquisa, mapeamento e caracterização dos linfonodos cervicais no pré e pós-operatório (sinais morfológicos e Doppler dos linfonodos cervicais benignos e malignos são mostrados e fartamente ilustrados, ensina-se como mapeá-los).

Aula 2: Indicações da ultrassonografia da Tireóide – Parte II. Nesta aula enfoca-se o seguimento das tireopatias e a monitorização da terapia supressora. Ilustrado com imagens completas de exames evolutivos, que demonstram a necessidade ou não da PAAF – Punção aspirativa com agulha fina. Na parte da terapia supressora do TSH explicam-se os princípios do tratamento e o que se espera da ultrassonografia. Mostrado os resultados de seguimento da terapia supressora do TSH em 10 anos de evolução de 460 nódulos em 143 pacientes, 125 nódulos operados em 43 pacientes realizados no serviço. Comparado esses resultados com a compilação de 8 e 10 séries de terapia supressora do TSH na literatura.

Aula 3: Indicações da ultrassonografia da Tireóide – Parte III. Nesta aula enfoca-se o seguimento pós-cirúrgico do câncer tireoidiano, o que inclui a detecção da recidiva local, dos restos de tecido tireoidiano na loja da glândula, de linfonodos cervicais metastáticos e o direcionamento da PAAF para lesões suspeitas, ilustrando-se fartamente cada um desses aspectos, com exemplos do pré e pós-cirúrgicos. Também se explica como se faz o diagnóstico diferencial dos nódulos intra dos peri tireoidianos, o que inclui a explicação e ilustração dos sinais US e Doppler do nódulo cístico ou sólido das paratireóides, do cisto tímico, dos cistos ou fístulas brânquias, do cisto tireoglosso, dos linfangiomas, do tumor do corpo carotídeo, dos linfonodos cervicais, dos lipomas e sarcomas, dos schwannomas.

Aula 4: Incidência dos Nódulos Tireoidianos. Nesta aula aborda-se a incidência do nódulo tireoidiano benigno e maligno na autópsia, na palpação e na ultrassonografia de alta resolução da tireóide. Como varia a incidência com a demografia e as causas prováveis dessas variações. Dentre as causas estudadas, a exposição da população à radiação ionizante é considerada, consensualmente, o fator ambiental mais importante. São citados e analisados os estudos que mostram o aumento linear do câncer de tireóide na população irradiada em Hiroshima, Nagasaki e locais de acidentes nucleares, especialmente Chernobyl, que evidenciou aumento de até 90 vezes até 2005 entre as crianças de Gomel, na Bielorrúsia e os fatores associados que agravam os efeitos da radiação nessas localidade e a relação com a faixa etária na época da irradiação. Mostrados vários exemplos da casuística pessoal de câncer radiogênico da tireóide. Também são analisados os estudos que mostram aumento da incidência do câncer de tireóide em portadores da tireóide multinodular, que é 12 vezes maior do que entre pacientes cuja tireóide é não nodular, ilustrando-se fartamente com casos da casuística pessoal. Mostram-se todas as etapas de um mapeamento de múltiplos nódulos tireoidianos, no qual se localizou um nódulo suspeito, que ao ser submetido à PAAF revelou-se carcinoma papilífero. Esse exemplo ilustra com clareza a necessidade de mapear e pré selecionar o nódulo suspeito a ser puncionado, pois a Citopatologia sem critérios de seleção na tireóide multinodular não é diagnóstica, além de desfazer um conceito ultrapassado de que se a tireóide multinodular a patologia sempre é benigna. Por fim analisa-se a mortalidade do câncer da tireóide nas regiões irradiadas e não irradiadas

Aula 5: Método de exame. Essa aula e a seguinte são as mais importante deste bloco e uma das mais importantes de todo esse curso, pois se explica e exemplifica-se fartamente o método de exame da tireóide, o mais importante dentre 13 exames ultrassonográficos existentes da ultrassonografia da cabeça e pescoço. Nesta aula foca-se na posição correta do paciente para o exame, qual a sonda a ser utilizada e qual o posicionamento e alinhamento correto da sonda. Os problemas usuais dos cortes longitudinais e transversais da tireóide que geram erros diagnósticos e de mensuração são mostrados e ilustrados, se ensinado a técnica para contorná-los. Como se medem os lobos e o istmo, especificando-se as diferenças entre medir a tireóide pequena e a grande. Qual a sonda recomendável, a posição e a técnica de exame e de mensuração do bócio mergulhante, em especial do nódulo mediastinal são também mostrados.

Aula 6: Mapeamento dos nódulos tireoidianos. Todos os detalhes da técnica do mapeamento dos nódulos tireoidianos são mostrados nesta aula e fartamente ilustrados: a seqüência do exame, a numeração dos nódulos, a colocação no mapa da tireóide, a classificação do padrão morfológico e a reclassificação pelo padrão de vascularização Doppler de cada lesão nodular. É mostrado um exemplo esquemático para facilitar o aprendizado, assim como um mapeamento completo real, com a colocação no mapa de todas as lesões encontradas. Ao final são citados os dez motivos pelos quais a tireóide multinodular deve ser mapeada no exame ultrassonográfico, o melhor e mais preciso exame de imagem da tireóide.

MATÉRIA: CARACTERIZAÇÃO DOS NÓDULOS TIREOIDIANOS

Caracterizar os nódulos tireoidianos é avaliar o risco de malignidade dos mesmos através de critérios morfológicos e Doppler. Se não houver caracterização não é possível puncionar corretamente o nódulo de maior risco. O critério do maior nódulo para PAAF é errôneo em quase 70% dos casos e puncionar todos os nódulos é impossível em tireóide multinodular. Ensina-se como a US da tireóide identifica os nódulos de risco pela caracterização.

Aula 1: O Nódulo Tireoidiano Benigno. Nesta aula ensinam-se as três regras da caracterização dos nódulos tireoidianos: (1) diferenciar os nódulos benignos dos malignos pelos critérios morfológicos, (2) diferenciar os nódulos benignos dos malignos pelos critérios Doppler e (3) associar os resultados da análise morfológica e Doppler no diagnóstico final do risco de malignidade. São explicadas as principais razões pelos quais os nódulos devem ser caracterizados. A caracterização sempre expressa uma probabilidade e sempre que o nódulo é suspeito, deve ser investigado pela PAAF – punção aspirativa com agulha fina. Explica-se a sistemática de caracterização dos nódulos tireoidianos publicada em periódico internacional pela professora e referendada pela Society of Radiologists in Ultrasound – consensus conference statement. Ultrasound Q 2006; 22:231-240. Todos os sinais que caracterizam nódulo tireoidiano como benigno são explicados e fartamente ilustrados. É analisado cada sinal isolado de benignidade com seu respectivo valor preditivo positivo, o qual também é dado para a associação de três ou mais sinais benignos concomitantemente. Descreve-se a conceituação de calcificação casca de ovo total ou parcial ao redor da nodulação e sua relação com benignidade ou malignidade. É relatado elevado valor preditivo negativo dos nódulos caracterizados como benignos o que permite a conduta expectante nesses nódulos e torna a sistematização descrita de grande valia na prática clínica.

Aula 2: O Nódulo Tireoidiano Maligno. São descritos os sinais ultrassonográficos precoces e tardios do câncer tireoidiano, ilustrando-se cada um deles fartamente. É relatado o valor preditivo positivo para cada sinal isoladamente e também quando se associam três ou mais sinais concomitantemente. Nos sinais avançados é dada uma ênfase especial àqueles que caracterizam a malignidade do linfonodo cervical e permitem o estadiamento do carcinoma tireoidiano. Os sinais morfológicos e Doppler de malignidade do linfonodo cervical são ilustrados com vários exemplos. O padrão Doppler de linfonodo reacional é mostrado, facilitando o diagnóstico diferencial com a malignidade. Ao final, são mostrados os resultados da caracterização ultrassonográfica morfológica dos nódulos tireoidianos e a classificação dos três padrões ultrassonográficos: padrão benigno, maligno e duvidoso. Comenta-se e ilustra-se os principais falsos negativos.

Aula 3: Caracterização Doppler dos Nódulos Tireoidianos. Nesta aula, são descritos os seis padrões de vascularização dos nódulos tireoidianos: periférico, hipervascularizado, hipovascularizado, variável, similar e avascular. Cada padrão é ilustrado com imagens ultrassonográficas apropriadas. Faz-se a associação dos padrões relatados com a benignidade ou malignidade do nódulo tireoidiano. Outras aplicações do padrão Doppler de vascularização são mencionadas. Mostra-se a casuística em 997 nódulos estudados com Doppler colorido e correlaciona-se com o padrão de vascularização detectado. Faz-se a correlação do padrão de vascularização no Doppler colorido com o tipo histológico do tumor tireoidiano: carcinoma papilífero, carcinoma folicular, variante oncocítica do carcinoma folicular e carcinoma anaplásico, ilustrando-se caso a caso.

MATÉRIA: BIÓPSIA COM AGULHA FINA DA TIREÓIDE DIRIGIDA COM A ECOGRAFIA

Nesta matéria será explicada em detalhes toda a técnica de direcionamento da PAAF pelo ultrassom, com informações importantes para identificar o trajeto da agulha durante o direcionamento e permitir que o médico possa executá-la após treinar em objetos ou cobaias. Enfatiza-se a importância do ultrassonografista selecionar corretamente o nódulo tireoidiano suspeito a ser puncionado, conforme ensinado na Matéria de Caracterização do Nódulo Tireoidiano, o que aumenta a confiança no procedimento e dá respaldo legal ao médico executante.

Aula 1: PAAF guiada pelo US, Princípios Gerais e Como Fazer. Esta aula contém material cedido pelo Dr. Fabiano Mesquita Callegari, responsável pela citopatologia da UNIFESP. É explicado como a ultrassonografia impulsionou a citopatologia e permitiu o desenvolvimento de procedimentos para coleta de material com agulha. São explicados os três métodos patológicos para avaliação das lesões tireoidianos: citológico, imunocitoquímico e histológico. São definidos os princípios e requisitos para punção com agulha fina e os cuidados especiais necessários. Descrito os dois métodos de punção com agulha fina: por capilaridade (PAF) ou a vácuo (PAAF). Mencionadas indicações, vantagens e contra-indicações do procedimento. Mostrado todo o material requerido para a PAAF e a seqüência do procedimento em vinte e seis etapas claramente definidas, explicadas e ilustradas. Mostrada a seqüência da PAF. São explicadas as duas técnicas da PAAF, a de eixo longo e a de eixo curto, vantagens e desvantagens de cada uma, com fartas ilustrações compreensíveis (imagens ultrassonográficas e esquemas). Ensina-se o preparo da lâmina, caso o patologista não esteja presente durante o procedimento, como fazer os esfregaços, os tipos de fixação, identificação e coloração das lâminas. São explicados os procedimentos especiais da PAAF para dosagem do PTH e da tireoglobulina, assim como para coleta de material para análise imunocitoquímica. Descrevem-se os principais marcadores imunocitoquímicos e pontos favoráveis e desfavoráveis de cada um. Descritas e ilustradas as complicações da PAAF, em especial a formação de dois hematomas durante o procedimento. Comenta-se a biópsia tipo Core da tireóide.

Aula 2, Parte 1: Aspectos citopatológicos da PAAF guiada pelo US – Resultados. São descritos e ilustrados as cinco categorias diagnósticas da citopatologia: (1) insatisfatório, (2) benigno não neoplásico, (3) indeterminado ou inconclusivo, (4) suspeito e (5) maligno. Relatadas as causas e as taxas de esfregaços insatisfatórios, com ilustrações de cada tipo (lesões escleróticas e material inadequado). Citada as recomendações da Guidelines of the Papanicolaou Society of Cytopathology for the examination of fine-needle aspirations specimens from thyroid nodules para redução dos esfregaços insatisfatórios. Relatada as causas de esfregaço indeterminado ou inconclusivo (nódulos mistos com degeneração cística, cisto > 4cm e hemorrágico), de benigno não neoplásico (cistos simples, tireoidite linfocítica e nódulo colóide), sendo as ilustrações ultrassonográficas correlacionadas com as citopatológicas. Cita-se e ilustra-se a importância da proporção colóide: células foliculares no diagnóstico citopatológico. Mencionado o significado do achado de colóide abundante na Citopatologia, ilustrando-o.

Aula 2, Parte 2: Aspectos citopatológicos da PAAF guiada pelo US –Resultados. Menciona-se o diagnóstico inconclusivo da PAAF (ou indeterminado), que representa 20% dos resultados, predominantemente pelo padrão folicular neoplásico e dificuldade de diferenciar o adenoma folicular do carcinoma folicular. São dados os critérios patológicos para diagnóstico da neoplasia folicular (exclusivamente histológicos) e os critérios da citopatologia para sugerir o esfregaço folicular como provavelmente benigno ou maligno. Mencionadas as patologias cuja PAAF é inconclusiva: bócio adenomatoso celular, hiperplasia epitelial oncocítica da tireoidite linfocítica, neoplasia folicular (adenoma e carcinoma) e variante folicular do carcinoma papilífero. Mencionam-se as várias tentativas frustras da Citopatologia no diagnóstico diferencial dos adenomas e carcinomas foliculares. Mostrados exemplos com correlação citológica e ultrassonográfica. Citada a imunocitoquímica e os marcadores prognósticos do carcinoma folicular. Analisa-se o resultado suspeito e maligno da Citopatologia e o seu significado clínico. São dados os critérios citológicos do carcinoma papilífero, ilustrando-os com imagens típicas. Menciona-se o diagnóstico citopatológico do carcinoma anaplásico com ilustrações ultrassonográficas, da peça cirúrgica, histológicas e citológicas.

Aula 2, Parte 3: Aspectos citopatológicos da PAAF guiada pelo US – Resultados. São dados os resultados da PAAF da tireóide na população geral, segundo a literatura internacional, com falso-negativo de até 26%. São analisados os seis diagnósticos falso-negativos da PAAF: neoplasias císticas, amostra inadequada ou insatisfatória, erro de amostragem (não amostrar o nódulo suspeito ou amostrar o local errado do nódulo certo), patologia dupla (nódulo predominantemente benigno e contendo um foco maligno) e erro de interpretação. Mostrados exemplos de FN da PAAF por erro de amostragem com análises evolutivas ultrassonográficas que corroboraram o erro da citopatologia e imagem ultrassonográfica de patologia nodular tireoideana dupla. O erro da citopatologia é comentado, assim como a metodologia para reduzir o FN, com ênfase nos acompanhamentos ultrassonográficos e correta orientação da PAAF pelo ultrassonografista. São mencionados e ilustrados os falso-positivos da PAAF (tireoidite linfocítica e tireoidite de Riedel). Menciona-se as desvantagens da PAAF e as orientações que devem ser dadas ao paciente neste procedimento.

Aula 3: Correlação US – Doppler e Citopatologia no Diagnóstico do Câncer de Tireóide. São mencionadas as vantagens da PAAF dirigidas pelo ultrassom, quais os conceitos vigentes sobre o método e o desconhecimento freqüente das elevadas taxas de falso-negativos. É analisado com detalhes um estudo realizado pela professora, no qual os nódulos biopsiados foram pré-selecionados e classificados como de elevado risco de malignidade pelos critérios ultrassonográficos relatados e obteve 30.3% de falso-negativo da citopatologia. Quatro casos de falso-negativos da PAAF são mostrados, com suas respectivas imagens ultrassonográficas. Também é analisado o elevado percentual de resultados inconclusivos da PAAF direcionada pelo ultrassom para nódulos previamente selecionados pela caracterização ultrassonográfica como muito suspeitos de malignidade (77% de VP). Analisadas as principais causas de erros da PAAF e como eles podem ser reduzidos com o auxílio da ultrassonografia (caracterização e seguimento evolutivo). Analisadas as causas do sucesso da ultrassonografia na caracterização do nódulo tireoidiano maligno. Os cinco critérios ultrassonográficos para a seleção do nódulo tireoidiano maligno para PAAF dirigida pelo ultrassom são descritos e fartamente ilustrados com casos elucidativos.

MATÉRIA: ELASTOGRAFIA TIREOIDIANA

Esta aula tem como objetivo explicar o que é a elastografia, seus princípios físicos, como ela pode ser útil no diagnóstico das patologias tireoidianas e como este novo método diagnóstico, que utiliza 3 princípios físicos em um só equipamento, atua na pratica clínica. O aluno terá a oportunidade de aprender, passo a passo, como fazer a elastografia manual, virtual e quantitativa da tireóide. As diferenças entre essas técnicas são mostradas, bem como as vantagens e desvantagens de cada uma. Descreve e exemplifica com imagens elucidativas os critérios elastográficos que permitem diferenciar os nódulos tireoidianos benignos dos malignos na elastografia manual, virtual e a quantitativa da tireóide. São mostrados exemplos de aplicação clínica do método e a autora mostra seus resultados preliminares da análise de 84 nódulos estudados em 54 pacientes, com corroboração patológica. Diante dos resultados obtidos torna-se evidente que ele permite mais recursos diagnósticos e aumenta a acurácia da caracterização do nódulo benigno e maligno da tireóide.

 

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