RADIAÇÃO MÉDICA PODE SER EQUIVALENTE À RECEBIDA EM HOLOCAUSTO NUCLEAR


Sabia?

Houve aumento absurdo da incidência de câncer nas últimas 3 décadas e um dos mais significantes foi o câncer de tireoide (triplicou nos últimos 30 anos) e já há claras evidências de que é, em parte, devido ao aumento de até 6 vezes na exposição à  radiação médica.

Cada vez mais os pacientes realizam exames radiológicos, que muitas vezes são desnecessários.

Gerou alerta do FDA quando pacientes saíram de alguns exames de CT com sinais físicos de radiação aguda, gravíssima, só encontráveis pós radioterapia ou em sobreviventes de explosões atômica.

E eu gravei uma aula em anexo onde comento sobre a radiação de origem médica e como se proteger do excesso quando for absolutamente necessário o exame.

É parte das minhas atividades de utilidade pública.

Raramente os médicos contam estes detalhes. Pode repassar se quiser.

 

 

É CORRETO O MÉDICO NÃO ACEITAR DECISÃO DA MULHER DE NÃO FAZER A MAMOGRAFIA?


E ainda intimidá-la e ignorar sua decisão?

E nem ouvir os argumentos que a mulher apresenta e que embasaram sua posição?

Quem manda no corpo da mulher: ela ou o médico?

Acabo de receber um email em meu Portal de uma senhora que me conheceu através do Congresso no Centro de Convenções Ulysses Guimarães em Brasília em novembro de 2015, no qual abordei a Ineficácia e Malefícios da mamografia para 6500 pessoas.

Nesse email ela me disse que ouvir o que tínhamos a dizer sobre a mamografia  “Foi um prazer e um susto!!! Eheheh! Pois, as informações que passastes são uma barbaridade quanto à mamografia. Falei para minha mastologista que não faria mais a mamografia e passei para ela tua entrevista… mas, quando fui na consulta anual, há uns meses, ele não deu a menor!”  E continua pedindo orientações sobre seu caso, pois “não sei mais o que fazer… Um grande bj no teu coração… e obrigada pela tua postura, na tua profissão !!! Ah… se todos fossem assim !”

Respondi dizendo que ela tinha toda a razão de estar desnorteada diante do posicionamento inflexível dos médicos brasileiros em relação à mamografia. Não abrem mão dela, mesmo que não haja qualquer embasamento científico atualmente para recomendá-la como método de rastreio do câncer de mama.

Eu vivencio diariamente essa realidade irracional e luto muito para que leiam, aprendam e mudem sua conduta, para que ela seja baseada nas evidências científicas referendadas pela Cochrane e não em trabalhos inidôneos que foram feitos com o objetivo de explorar financeiramente os rastreio do câncer de mama, utilizando-se para isso do medo que as mulheres têm dessa moléstia!

Ela me pediu para avaliar seu exame de ultrassonografia e expliquei que um dos problemas que eu encontro ao analisar a US de mama de outro colega é a escassez de fotos que normalmente acompanham esses exames e o protocolo deficiente. Em um vídeo que gravei e que está no youtube eu explico melhor sobre as diferenças de exame de US, com diferentes níveis de protocolo, para que entendam a problemática:.

Objetivamos mobilizar o máximo de mulheres possível na nossa  para extinguir o exame da mamografia por ser ineficaz e prejudicial para as mulheres.

A mamografia fez duas promessas:

(1)   detecção precoce câncer de mama e redução da mortalidade;

(2)   reduzir as mastectomias, pois o câncer seria diagnosticado mais precocemente e permitiria uma cirurgia conservadora.

A realidade foi bem outra:

(1)   a mamografia foi incapaz de reduzir a mortalidade pelo câncer de mama, após décadas de estar sendo aplicada em 90% da população feminina entre 50 e 79 anos (Suécia e Suíça)

(2)   E ainda causou muitos malefícios, tais como: aumento de mais de 4 vezes das quadrantectomias e mastectomias desnecessárias devido ao carcinoma in situ diagnosticado em profusão nos rastreios mamográficos (falso-positivos) e metade dessas pacientes passaram por radio e quimioterapia sem terem o câncer, o que prejudicou-as muito do ponto de vista físico (duplica o risco de terem câncer de pulmão ou morrerem de ataque cardíaco) e emocional e psíquico, pois as mulheres diagnosticadas com câncer de mama deprimem-se com frequência e podem chegar ao suicídio, cuja taxa aumenta 14 vezes  no primeiro ano do diagnóstico 7 vezes no segundo e terceiro ano após o diagnóstico do câncer que tinham ou não tinham (um de cada três cânceres de mama detectados pela mamografia não é verdadeiro). Imagina o suicídio ocorrer pelo câncer inexistente!

A principal causa de falso-positivo, do câncer inexistente, é o carcinoma in situ de mama, que é apenas fator de risco para o câncer de mama, diferentemente do que se achava no passado, que fosse precursor, quando justificaria a cirurgia preventiva. Mas ao ser apenas um fator de risco, estimado em cerca de 18%, não se justifica a mastectomia, pois caso contrário teríamos que realizar a  mastectomia em metade da população, que são aquelas que tem mamas densas e nas quais o risco é de 4 a 6 vezes maior de terem câncer de mama ao longo de suas vidas. E ninguém indica mastectomia para a mulher só por que tem a mama densa.

Sabiam que  a cura  espontânea do câncer de mama existe?

Temos fatores poderosos em nosso sistema imunitário que bloqueiam o câncer e para fazermos a indicação correta teríamos que conhecer em maior profundidade as características genéticas de cada mulher, o que significaria realizar o mapeamento genético e conhecer o significado de cada gene que aumenta ou diminui o risco de câncer (qual deles predomina em cada mulher?).

A mamografia não é eficaz para rastreio do câncer de mama

O assunto de câncer de mama é complexo e para um assunto dessa complexidade não poderíamos ter uma resposta tão simples como A SOLUÇÂO proposta para as mulheres pelos radiologistas, mastologistas e demais entidades que prestigiam o outubro rosa, que é o rastreio anual do câncer pela mamografia. Teoricamente a mamografia as livraria do risco de morrerem do câncer de mama, mas essa é uma mentira descarada e com sérias consequências para as mulheres, quando se julgam protegidas e não estão, pois a mamografia não detecta até metade dos cânceres de mama que estão presentes na época do rastreio, gerando a falsa tranquilidade.

O câncer que não é detectado a tempo o tratamento é postergando e essas mulheres. Isso significa que essas mulheres nas quais o diagnóstico é tardio já têm sementes do câncer presentes em outros locais além das mamas (metástases) quando fazem sua cirurgia e a taxa de mortalidade é bem elevada.

É por esse e outros motivos que a mamografia nunca conseguiu reduzir a incidência dos cânceres de mama avançados, o famoso câncer de intervalo, que surge entre um exame e outro, justamente devido sua incapacidade de penetrar e diagnosticar o câncer presente nas mamas densas (as de maior risco de câncer de mama) e, dependendo do grau de hiperdensidade, o câncer de mama não diagnosticado atinge a horripilante cifra de 81% dos casos.

Além da mama densa, uma das principais causas da mamografia não reduzir a mortalidade é sua incapacidade de detectar o câncer de mama das mulheres jovens, que cresce rápido, duplicando de tamanho a cada 2 meses, diferentemente da idosa, no qual duplica a cada 5 anos e qualquer método o detecta a tempo. O Câncer da jovem é o mais agressivo, o que dificulta sua erradicação e quase nenhum deles é detectado pela mamografia.

A idade no momento diagnóstico do câncer de mama das jovens é a variável mais importante na chance sobrevida e quanto mais jovem ocorrer o câncer menor é a chance de sobreviver ao câncer.

E ainda a mamografia irradia a mama, aumentando o risco do câncer radiogênico.

Embora esses fatos sejam bem conhecidos da ciência séria e sem conflitos de interesses, cujo máximo representante é a Cochrane, temos observado que interesses econômicos têm impedido que essa informação cheguem às mulheres brasileiras, fazendo com que continuem sendo mutiladas desnecessariamente. Dessa forma contra balanceamos as inúmeras propagandas enganosas do outubro rosa e continuamos nesse trabalho de formiguinha, com o auxílio de todo o formigueiro das mulheres que nos tem apoiado e sentimos que com sucesso progressivo!

Repensando o rastreio mamográfico do câncer de mama

Fizemos um quadro resumindo o que falamos anteriormente e que implica em repensar a mamografia:

˜  Se a mamografia não detecta câncer de mamas nas jovens de alto risco

˜  Se a mamografia não detecta metade dos cânceres presentes na mama quando rastreada

˜  Se a mamografia não reduz o câncer de intervalo e  avançado

˜  Se a mamografia não reduz a mortalidade por câncer mama

˜  Se a mamografia é cancerígena e dolorosa

˜  Se a mamografia aumenta os exames, biópsias e cirurgias desnecessárias

˜  Se a mamografia aumenta 36% as mastectomias por câncer invasivo

˜  Se a mamografia aumenta 422% mastectomias por câncer in situ (não é câncer, nem precursor do câncer de mama, mas um dos  fatores de risco)

˜  Se 1 de cada 3 cânceres detectados pela mamografia não existe e é falso-positivo

˜  Se metade das mulheres sem câncer de mama e diagnosticadas erroneamente pela mamografia como portadoras desse câncer são submetidas a radioterapias e quimioterapias desnecessárias

˜  Se o diagnóstico excessivo e o tratamento exagerado reduzem a expectativa de vida dessas mulheres

˜  Então não podemos continuar com a mamografia!!!

Como devemos proceder?

Em primeiro lugar devemos abolir a mamografia do receituário médico, por sua ineficácia e malefícios.

Em seguida focar em outro método de rastreio que possa substituí-la.

Que método poderia substituí-la?  O fato de tanto esforço ter sido direcionado à mamografia fez com que estejamos agora atrasados nessa busca.

Eu recomendo o exame tríplice da mama em meu laboratório: a Ultrassonografia associada ao Doppler e à Elastografia, mas não é consensual.

b1

Figura 1. Mostra nódulo redondo, bem delimitado, hipoecogênico, com reforço e sem calcificações com padrão  US benigno ou BIRADS 3.

b2

Figura 2 – Doppler de mama: a imagem mostra que o nódulo da figura prévia era hipovascularizado, com raros vasos apenas na periferia da lesão e  sua classificação continuou Birads 3  

b3

Figura 3. Elastograma da mama: mostra que o nódulo da figura prévia era duro, menor na US do que na elastograma (imagem negra delineada com traço amarelo no elastograma ultrapassa o tamanho do nódulo na US de módulo B à esquerda)  e sua classificação passou a ser BIRADS V.

b4

Figura 4. A velocidade de propagação das ondas de cisalhamento intra nódulo da mama foi de 4.37m/s, confirmando que é hiperduro e a classificação BIRADS V. Correspondia a recidiva local de câncer de mama.

A nossa indicação do exame tríplice de mama está baseada no conhecimento médico consensual de que aumentaremos nossa acuidade diagnóstica e reduziremos os nossos  erros se usarmos mais de um método para avaliarmos um órgão ou uma doença. O caso de recidiva do câncer de mama mostrado nas figuras 1, 2, 3 e 4 havia sido considerado benigno pelo US e Doppler (BIRADS III)  e  o diagnóstico da malignidade só foi possível graças a elastografia (BIRADS V).

É esse princípio no qual nos baseamos ao propormos o exame tríplice das mamas: quanto mais recursos, menor o risco de falso-negativo. Mas este exame requer equipamento específico e treinamento do médico ultrassonografista para manuseá-lo e interpretá-lo a contento. Mesmo assim o exame tríplice das mamas ainda requer a realização de série controlada e randomizada multicêntrica para referendá-lo.

Podemos mudar esse quadro absurdo de utilizarmos um método comprovadamente falho e perigoso como a mamografia para rastrear o câncer de mama?

 Sim. Essa é a posição certa, correta, justa e necessária, sendo fundamental esclarecermos às mulheres. É profundamente cruel mantê-las na ignorância desses fatos. E alguém tem que fazer isso! Eu aceitei esta responsabilidade que ninguém me impôs, por livre e espontânea vontade. Tenho a liberdade de não dever nada para laboratórios, clínicas, hospital ou faculdades de medicina, onde há um consenso (não propriamente científico, mas econômico, na grande maioria das vezes), que impõe o silêncio aos médicos que querem e poderiam se manifestar. Não é meu caso. Sou livre e só presto contas à minha consciência.

Convido a todos que queiram se juntar nessa luta a assinarem nossa petição eletrônica visando abolir a mamografia:   

http://bit.ly/1PxvaHs

MAMOGRAFIA REMA CONTRA AS EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS


image

Acabo de receber um email comentando a minha última postagem no NEWS LETTER do PORTAL LUCY KERR e dizendo que, em relação “a pedir ou não pedir mamografia, um aspecto importante e que deve ser discutido é o seguinte: todas as pacientes sabem que existe a mamografia e lutam por ela. Mesmo o profissional sabendo da ineficácia do método, se a paciente for diagnosticada com câncer e o médico não pediu a mamografia, ele será, com certeza, processado.”

E, até que o médico “explique a falta de necessidade do método, muita coisa negativa para ele já rolou. Um colega disse-me que, se não for proibido, ele vai continuar pedindo apenas para não ter problemas.”

E pergunta: “O que a senhora acha disso? Estou perguntando por que eu ainda não vi nada que fale sobre esse ponto de vista.”  Respondi ao questionamento do médico e creio que minha resposta deve ser pública para que outros colegas que vivam este dilema saibam o que eu penso a respeito, que minhas posições estão fundamentadas na medicina baseada em evidências e que dou toda a argumentação para que eles lutem a favor das mulheres, em prol da saúde delas. Aqui vai minha resposta:

Prezado colega, o que me diz é basicamente isto: “se todo mundo está errado eu tenho que fazer errado também para não ser diferente dos demais.” Em primeiro lugar, a verdade não precisa da aprovação de ninguém. Ela é por si. Foi por isso que a terra continuou sendo redonda e girando ao redor do sol, mesmo quando toda a comunidade científica respeitável daquela época afirmava por A+B que ela era quadrada, que suas margens terminavam em um grande vazio e que o sol, lua, estrelas e todo o universo giravam ao seu redor.

Em segundo lugar a Cochrane é entidade que valida a qualidade dos estudos científicos em medicina nas áreas de diagnóstico, prevenção e tratamento, respeitada por toda a comunidade científica internacional por sua consistência, isenção e respeito às regras aceitas e adotadas pelos melhores periódicos científicos. E ela condenou a mamografia ao constatar as falhas metodológicas graves nos trabalhos que advogavam o método para rastreio do câncer de mama, o mais célebre e falho deles o Swedish Two-County Trial. E a Cochrane também analisou os resultados nos países que aplicaram o rastreio mamográfico e que foram decepcionantes: não reduziu a mortalidade pelo câncer de mama e houve aumento de até 4.4 vezes nas mastectomias desnecessárias, justamente a realidade é o oposto do que havia sido prometido para as mulheres. Basta que leia as referências que enviei junto com o meu comentário do parecer do CBR sobre a mamografia para comprovar o que afirmei. E as referências publicadas pela entidade são tendenciosas, de radiologistas para radiologistas, bem boazinhas. E o CBR padece de credibilidade ao defender a mamografia por haver grandes e graves conflitos de interesses envolvidos entre os responsáveis pelos estudos que acham a mamografia necessária.

Se essas referências idôneas e sem conflitos de interesses que enviei não bastarem para preservar o médico brasileiro, então significa que aqui seguimos uma metodologia única, própria e desvinculada da universalmente aceita.

Bem tupiniquim!

Quero crer que meu país não seja tão tacanho.

Nem que os médicos brasileiros se apequenem quando a saúde da mulher está em jogo!

PARECER DO CBR A FAVOR DA MAMOGRAFIA OMITE O PRINCIPAL: SUA INEFICÁCIA E MALEFÍCIOS SEGUNDO A REVISÃO DA COCHRANE 2013


DRA.LUCY KERR 224

Acabo de receber um email de um colega radiologista no Portal Lucy Kerr, o qual se dedica exclusivamente à área de ultrassonografia e que desde 2011 acompanha nosso  site e lê nossos comentários sobre o uso da mamografia e diz que concorda em diversos aspectos com nossos pontos de vista e gostaria de saber o que eu achava do parecer do CBR sobre a mamografia expresso no link http://cbr.org.br/parecer-uso-da-mamografia-digital-em-todas-as-faixas-etarias/

E respondi a ele enviando uma lista bibliográfica de procedência irretocável, onde os cientistas condenam a mamografia. Todas as referências que passei ao colega e anexo ao final são respaldadas pela Cochrane e por outros pesquisadores seríssimos, sem conflitos de interesses e nenhum destes foi citado no parecer do CBR.

Os trabalhos científicos que apoiam o parecer favorável do CBR foram publicados no AJR e Radiology, que são revistas cientificas dos radiologistas e para os radiologista, que dificilmente publicam qualquer trabalho que condene a mamografia. Partimos de uma ótica viciada e desvirtuada pelos conflitos de interesse, pois os que  emitiram o parecer são radiologistas e ganham ao realizar a mamografia. E o mais absurdo: recomendam o exame a partir de 40 anos, sem nenhum respaldo naquela  literatura referendada pela Cochrane.

As referências que estão no parecer CBR são pobres e os pesquisadores fazem parte “da quadrilha da mamografia”, pois praticam rotineiramente sérios vícios metodológicos e forçam os resultados desejados”cometendo erros além da imaginação”, segundo análise do Dr. Peter Gøtszche, diretor da Cochrane da Dinamarca.

Porque não citaram na bibliografia a melhor e maior revisão sobre a mamografia já realizada, como foi a da Cochrane em 2013, onde  os pesquisadores identificaram a ineficácia e malefícios da mamografia? Nessa revisão, após analisarem tudo que já havia sido feito sobre o método até aquela data, além de ter verificado os resultados nas  populações rastreadas e não rastreadas, concluiram que o método deveria ser abolido.

É comum dizer-se que o  pior cego é o que não quer ver. E eu digo que ninguém é mais burro do que aquele que raciocina com o bolso. E tudo as custa da saúde feminina, mutilando sua sexualidade e seus relacionamentos afetivos. Muito triste!!!

Um amigo meu radiologista e ultrassonografista  conceituado, muito antes da Cochrane, me dizia que a mamografia é um exame pouco informativo, cheio de falhas e no qual não acreditava.

Eu tinha mamógrafo e me desfiz dele, pois sabia que estava prejudicando as mulheres com um exame radioativo e sem acuidade diagnóstica em metade das mulheres portadoras de mamas densas. Hoje me dedico a realizar e ensinar o exame tríplice das mamas (US, Doppler e elastografia), sabendo que estou oferecendo uma alternativa confiável e inócua para o rastreio do câncer de mama.

Espero que você como médico também zele pela saúde feminina.

Estou anexando dois grupos de referências: minhas e do último artigo Dr. Peter Gøtzsche

Se achou interessante essa leitura, veja também a minha resposta ao receber um email comentando esse artigo em relação “a pedir ou não pedir mamografia, (…) mesmo o profissional sabendo da ineficácia do método, se a paciente for diagnosticada com câncer e o médico não pediu a mamografia, ele será, com certeza, processado.”

I – Referências dos artigos no site do Portal Lucy Kerr:

  1. Douek M, Baum M. Mass breast screening: is there a hidden cost? Br J Surg. 2003; 90 (suppl.1): (Abstrat Breast 14)
  2. Gøtzsche PC. Mammography screening. Truth, lies and controversies.  Radcliffe Publishing Inc 2012, 1ªed
  3. Wall C, Baines CJ, Miller AB Is carcinoma in situ a precursor lesion of invasive breast cancer?  Int J Cancer. 2014 Oct 1;135(7):1646-52.
  4. Dixon JM. Breast screening has increased the number of mastectomies. Breast Cancer Res. 2009; 11 (Suppl. 3): S19
  5. Tabár L, Duffy SW, Smith RA. Beyond randomized controlled trials. Author’s reply. Cancer. 2002; 94(2):581-3
  6. Tábar L,Yen MF, Vitak B e col. Mammographic service screening and mortality in breast cancer patients: 20 year follow-up before and after introduction of screening . Lancet.2003; 361 (9367): 1405-10
  7. Duffy SW, Tábar L,Chen HH e col. The impact of organized mammographic service screening on breast carcinoma mortality in seven Swedish counties: a collaborative evaluation. Cancer. 2002; 95 (3):458-69
  8. Tabár L. [Screening with mammography contribute substantially to a significant reduction in breast cancer mortality ] [Swedish].
  9. Zahl PH, Jørgensen KJ, Maehlen J, Gøtzsche PC. Biases in estimates of overdetection due to mammography screening. Lancet Oncol. 2008 Mar;9(3):199-201
  10. Zahl PH1, Gøtzsche PC, Andersen JM, Maehlen J. Results of the Two-County trial of mammography screening are not compatible with contemporaneous official Swedish breast cancer statistics. Dan Med Bull. 2006 Nov;53(4):438-40.
  11. Gøtzsche PC. invited response. J Surg Oncol. 2002; 81: 162-3
  12. Jørgensen KJ, Gøtzsche PC. Overdiagnosis in publicly organised mammography screening programmes: systematic review of incidence trends. BMJ 2009;339:b2587.
  13. Morrell S, Barratt A, Irwing L, et al. Estimates of overdiagnosis of invasive breast cancer associated with screening mammography. Cancer Causes Control 2010;21:275–82
  14. Kalager M, Adami HO, Bretthauer M, et al. Overdiagnosis of invasive breast cancer due to mammography screening: results from the Norwegian screening program. Ann Intern Med2012;156:491–9
  15. Jørgensen KJ, Klahn A, Gøtzsche PC. Are benefits and harms in mammography screening given equal attention in scientific articles? A cross-sectional study. BMC Med 2007;5:12
  16. Norris SL, Burda BU, Holmer HK, et al. Author’s specialty and conflicts of interest contribute to conflicting guidelines for screening mammography. J Clin Epidemiol 2012;65:725–33
  17.  Riva C, Biollaz J, Foucras P, et al. Effect of population-based screening on breast cancer mortality.Lancet 2012;379:1296.
  18. Woloshin S, Schwartz LM. The benefits and harms of mammography screening: understanding the trade-offs. JAMA 2010;303:164–5
  19. The Annals of Internal Medicine Editors When evidence collides with anecdote, politics, and emotion: breast cancer screening. Ann Intern Med 2010;152:531–2
  20. Gøtzsche PC, Jørgensen KJ. Screening for breast cancer with mammography. Cochrane Database Syst Rev. 2013 Jun 4;6:CD001877. Review.
  21. Gøtzchhe PC. Rational Diagnosis and Treatment: evidence-clinical decision-making. 4th ed. Chichester:Wiley; 2007

II – As Referências do artigo do Peter C Gøtzsche  intitulado Mammography screening is harmful and should be abandoned, do Nordic Cochrane Centre, Rigshospitalet, Dept 7811, Denmark

  1. Gøtzsche PC,Jørgensen KJ. Screening for breast cancer with mammography.Cochrane Database Syst Rev 2013; 6: CD001877–CD001877. (first published in 2001).
  1. Humphrey LL,Helfand M,  Chan BK, Woolf SH. Breast cancer screening: a summary of the evidence for the U.S. Preventive Services Task Force. Ann Intern Med 2002; 137: 347–360.
  1. Canadian Task Force on Preventive Health Care,Tonelli M, Connor Gorber S,Joffres M, Dickinson J, Singh H, Lewin G, et al. Recommendations on screening for breast cancer in average-risk women aged 40–74 years. CMAJ 2011; 183:1991–2001.

FREE Full Text

  1. Independent UK Panel on Breast Cancer Screening. The benefits and harms of breast cancer screening: an independent review. Lancet 2012; 380:1778–1786.

CrossRefMedlineOrder article via InfotrieveWeb of Science

  1. Biller-Andorno N,Jüni P. Abolishing mammography screening programs? A view from the Swiss Medical Board. N Engl J Med 2014; 370: 1965–1967.

CrossRefMedlineOrder article via InfotrieveWeb of ScienceGoogle Scholar

  1. Early Breast Cancer Trialists’ Collaborative Group (EBCTCG). Effects of chemotherapy and hormonal therapy for early breast cancer on recurrence and 15-year survival: an overview of the randomised trials. Lancet 2005; 365:1687–1717.

CrossRefMedlineOrder article via InfotrieveWeb of Science

  1. Gøtzsche PC. Relation between breast cancer mortality and screening effectiveness: systematic review of the mammography trials. Dan Med Bull 2011;58: A4246–A4246.

MedlineOrder article via InfotrieveGoogle Scholar

  1. Gøtzsche PC. Mammography screening: truth, lies and controversy, London:Radcliffe, 2012.

Google Scholar

  1. Gøtzsche PC,Jørgensen KJ, Zahl PH, Mæhlen J. Why mammography screening has not lived up to expectations from the randomised trials. Cancer Causes Control 2012; 23: 15–21.

CrossRefMedlineOrder article via InfotrieveWeb of ScienceGoogle Scholar

  1. Autier P,Boniol M, Middleton R, Doré JF,Héry C, Zheng T, et al. Advanced breast cancer incidence following population-based mammographic screening.Ann Oncol 2011; 22: 1726–1735.

Abstract/FREE Full Text

  1. Kalager M,Adami HO, Bretthauer M,  Tamimi RM. Overdiagnosis of invasive breast cancer due to mammography screening: results from the Norwegian screening program. Ann Intern Med 2012; 156: 491–499.

CrossRefMedlineOrder article via InfotrieveWeb of ScienceGoogle Scholar

  1. Bleyer A,Welch HG. Effect of three decades of screening mammography on breast-cancer incidence. N Engl J Med 2012; 367: 1998–2005.

CrossRefMedlineOrder article via InfotrieveWeb of ScienceGoogle Scholar

  1. Jørgensen KJ,Gøtzsche PC. Overdiagnosis in publicly organised mammography screening programmes: systematic review of incidence trends.BMJ 2009; 339: b2587–b2587.

Abstract/FREE Full Text

  1. Jørgensen KJ,Zahl PH, Gøtzsche PC. Breast cancer mortality in organised mammography screening in Denmark: comparative study. BMJ 2010; 340:c1241–c1241.

Abstract/FREE Full Text

  1. Kalager M,Zelen M, Langmark F, Adami HO. Effect of screening mammography on breast-cancer mortality in Norway. N Engl J Med 2010; 363:1203–1210.

CrossRefMedlineOrder article via InfotrieveWeb of ScienceGoogle Scholar

  1. Autier P,Boniol M, Gavin A, Vatten LJ. Breast cancer mortality in neighbouring European countries with different levels of screening but similar access to treatment: trend analysis of WHO mortality database. BMJ 2011; 343:d4411–d4411.

Abstract/FREE Full Text

  1. Bleyer A. US breast cancer mortality is consistent with European data.  BMJ2011; 343: d5630–d5630.

FREE Full Text

  1. Jørgensen KJ,Zahl PH, Gøtzsche PC. Overdiagnosis in organised mammography screening in Denmark: a comparative study. BMC Womens Health 2009; 9: 36–36.

CrossRefMedlineOrder article via InfotrieveGoogle Scholar

  1. Zahl PH,Jørgensen KJ, Gøtzsche PC. Overestimated lead times in cancer screening has led to substantial underestimation of overdiagnosis. Br J Cancer2013; 109: 2014–2019.

CrossRefMedlineOrder article via InfotrieveWeb of ScienceGoogle Scholar

  1. Pharoah PD,Sewell B, Fitzsimmons D, Bennett HS, Pashayan N. Cost effectiveness of the NHS breast screening programme: life table model. BMJ2013; 346: f2618–f2618.

Abstract/FREE Full Text

  1. Baum M . Harms from breast cancer screening outweigh benefits if death caused by treatment is included. BMJ 2013; 346: f385–f385.

FREE Full Text

  1. Brodersen J,Siersma VD. Long-term psychosocial consequences of false-positive screening mammography. Ann Fam Med 2013; 11: 106–115.

Abstract/FREE Full Text

  1. Raftery J, Chorozoglou M. Possible net harms of breast cancer screening: updated modelling of Forrest report. BMJ 2011; 343: d7627–d7627.

Abstract/FREE Full Text

  1. Swiss Medical Board. Systematisches Mammographie-Screening. See medicalboard.ch/fileadmin/docs/public/mb/Fachberichte/2013-12-15_Bericht_Mammographie_Final_Kurzfassung_e.pdf(last checked 15 December 2013).
    1. Jørgensen KJ, Keen JD, Gøtzsche PC. Is mammographic screening justifiable considering its substantial overdiagnosis rate and minor effect on mortality?Radiology 2011; 260: 621–627.CrossRefMedlineOrder article via InfotrieveWeb of ScienceGoogle Scholar

 

 

 

10 NOVAS AULAS NA ÁREA DE MEDICINA INTERNA


Acabo de gravar e editar um total de 10 aulas na área de MEDICINA INTERNA que está disponível a partir de hoje em nosso site e que visa à atualização e à iniciação em novas áreas do diagnóstico por imagem como é a elastografia. E, com o conhecimento que passamos nessas aulas, adquiridos em anos de experiência e em congressos no exterior, tenho certeza que irá facilitar o diagnóstico dos seus pacientes.

Entre as características nas quais sempre me destaco e que fazem com que minhas aulas sejam concorridas estão o conhecimento sólido que embasa o material exposto de forma didática e sem nunca esconder o leite. O ensino é passado de forma clara e precisa, para que você possa utilizá-lo na sua prática diária, realmente melhorando a qualidade de seus atendimentos e a sua segurança nos diagnósticos que realiza. E o médico ultrassonografista é mais requisitado quando acerta mais os diagnósticos.

O meu objetivo é justamente ajudar aos médicos e pacientes. Ao médico por que ampliar seu acerto do diagnóstico e ao paciente por que a conduta médica está baseada no diagnóstico correto.

Tenho certeza que você precisa e irá se beneficiar muito do conhecimento que adquirirá nesse material. A minha certeza é tanta que estou oferecendo uma aula totalmente gratuita para que veja o seu conteúdo e avalie por si.

Assista agora ao vídeo onde eu falo um pouco mais do conteúdo das aulas e dos seus objetivos e depois entre em contato conosco, que enviaremos seu acesso à aula gratuita no nosso portal.

medinternadiv

MATÉRIA 1: Aplicações práticas US – Doppler – Elastografia em medicina interna

Duração aulas: 819 minutos

Esta matéria é composta por 10 aulas contendo detalhes dos princípios diagnósticos do exame tríplice (US, Doppler e elastografia) das principais patologias da medicina interna, abordando temas importantes para dar embasamento ao conhecimento e facilitar sua fixação.  Explicam-se as bases clínicas e anatomopatológicas dessas patologias, sinais e sintomas clínicos e o risco de malignização associado a cada uma dessas manifestações do ponto de vista ultrassonográfico, da vascularização (Doppler) e  das alterações de consistência de órgãos e tecidos (elastografia), que são as bases do exame tríplice. Os aspectos pertinentes da anatomia patológica relacionados a cada uma destas patologias, para fins do diagnóstico por imagem, são mostrados e facilitam a compreensão das dificuldades da interpretação dos exames mencionados e a correlação das imagens com os achados das imagens. Também são abordadas as dificuldades, as chaves diagnósticas e os diagnósticos diferenciais das patologias nas seguintes estruturas e órgãos: fígado, vesícula biliar, mamas, tireoide, bexiga e vias urinárias, loja tireoidiana pós tireoidectomia total e linfonodos cervicais para rastreio de metástases do câncer tireoidiano.  As 10 aulas desta matéria são:

Aula 1: Método tríplice nas hepatopatias focais  benignas e malignas. Duração: 101 minutos. Esta aula inicia-se com a avaliação US das lesões nodulares hepáticas benignas, inclusive dos aspectos clínicos e anatomopatológicos. Define-se e comentam-se os aspectos gerais das lesões nodulares, benignas e malignas, ensinando a diferenciação entre ambas. Rica em ilustrações, essa aula descreverá também as principais características morfológicas e patológicas das lesões focais benignas e malignas do fígado. Serão abordados os achados ultrassonográficos, dando-se ênfase no exame tríplice como método de escolha no auxílio para os diagnósticos diferenciais das lesões hepáticas focais. As principais chaves diagnósticas são enfatizadas para auxiliar ao ultrassonografista a diagnosticar com critérios simplificados estas patologias hepáticas, quando a ultrassonografia é suficiente, quando necessita do estudo de vascularização (Doppler) e quando requer a análise da consistência (elastografia).

Aula 2: Elastografia Hepática. Duração: 64 minutos. Esta aula se inicia com o contexto clínico da hepatopatias crônicas e suas dificuldades para diferenciar as hepatopatias hiperecogênicas entre si, exclusivamente pela US, devido as semelhanças de ecogenicidade que apresentam. É dada ênfase na utilização da elastografia como método importante na diferenciação entre as várias hepatopatias difusas: esteatose, hemocromatose, fibrose da hepatopatia crônica persistente e cirrose hepática, assim como ao estadiamento pela classificação metavir da fibrose do fígado (equivalência metavir – elastografia hepática). Com muitas ilustrações, essa aula descreverá também as principais características patológicas das diferentes hepatopatias difusas, seus aspectos clínicos, US, Doppler e elastográficos, facilitando ao ultrassonografista iniciar-se nesta nova área do conhecimento médico.

Aula 3: Vesícula Biliar. Duração: 109 minutos. Esta aula mostra os aspectos diagnósticos US básicos e avançados  da patologia da vesícula biliar, ensinando a aplicação do Doppler e da elastografia quando necessário. Técnicas de exames indispensáveis para o diagnóstico vesicular são esmiuçadas. São citadas as variantes anatômicas da vesícula biliar e as anormalidades do seu lúmen. Na sequência, são abordados as patologias da parede vesicular, seus achados clínicos e anatomopatológicos, correlacionando-se com as imagens US. São mostrados e ilustrados os sinais e características das lesões vesiculares nos principais exames de imagem, dando ênfase à ultrassonografia por ser o método padrão-ouro no estudo deste órgão, incluindo-se o estudo Doppler e elastográfico das lesões parietais, quando fundamentais. Para encerrar, são mencionados os diagnósticos diferenciais e a conduta frente às patologias vesiculares.

Aula 4: Elastografia da Mama. Duração: 48 minutos. O tema aborda inicialmente a importância das bases físicas da elastografia e os princípios utilizados no diagnóstico diferencial dos nódulos sólidos benignos e malignos da mama por este método. São abordados, de modo descritivo e ilustrativo os principais achados da elastografia da mama e mostrados exemplos ilustrativos de cada padrão elastográfico (benigno, maligno e duvidoso), assim como a associação da US, Doppler e elastografia para reduzir os falso-positivos e falso-negativos do câncer mamário. Ao final enfatiza-se como a elastografia da mama auxilia na prática diária dos ultrassonografistas.

Aula 5: Verdades e mentiras da mamografia. Duração: 118 minutos. Esta aula é iniciada citando as verdades e mentiras das campanhas favoráveis à mamografia como ocorrem no outubro rosa e em outras propagandas enganosas veiculadas na mídia sobre este método. A seguir abordam-se os dados da ciência internacional que denunciam a ineficácia e os malefícios da mamografia, conforme referendado pela Cochrane e Conselho Médico Suíço, aos quais se contrapõe a ciência medíocre dos cientistas cheios de conflitos de interesse, que defendem a mamografia a seu próprio favor (mas contra as mulheres) e que são os responsáveis pelo noticiário confuso na mídia, ora a favor e ora contra a mamografia. Isso é o que denominamos de “a guerra da mamografia”, que em nada auxilia as mulheres na luta contra o câncer de mama e desfavorece-as nesse quesito. Explica-se a dificuldade de se divulgar o lado B da mamografia devido aos interesses econômicos, de fama e  poder envolvidos. O ponto alto é a descrição dos métodos atuais de rastreio do câncer de mama sem prejudicar a mulher. Enfim, o propósito é dar noções claras e objetivas para auxiliar o médico  ultrassonografista, ginecologista e mastologista na sua prática clínica.

Aula 6: Avaliação da parede vesical.  Duração: 83 minutos. Esta aula tem como objetivo inicial a            avaliação do espessamento parietal difuso e focal da parede vesical. Quando são abordadas as lesões focais é dada ênfase no diagnóstico diferencial US, Doppler e elastográfico das patologias benignas e malignas da parede vesical. E para finalizar essa aula, é citada a importância da avaliação das anomalias morfológicas da bexiga e vias urinárias baixas, pois não é um diagnóstico fácil, embora relativamente frequente, com o objetivo de auxiliar ao médico clínico e ultrassonografista na sua prática diária.

Aula 7: Discussão de caso vias urinárias. Duração: 115 minutos. Esta aula inicia-se com uma revisão da anatomia, topografia e informações gerais sobre a uretra feminina. Posteriormente enfatiza-se a patogênese do divertículo da uretra feminina, juntamente com os sinais e sintomas que permitem a suspeita dessa moléstia. São citados os métodos de diagnóstico por imagem convencionais e suas dificuldades em uma aula de revisão que se segue a discussão do caso, assim como os métodos avançados mais recentes, tais como a US, o Doppler, a TC e a RNM que permitem o diagnóstico da uretra feminina com menos traumatismos locais e reduzidos falso-negativos e falso-positivos. Por fim analisa as principais complicações dessa patologia e os seus tratamentos.

Aula 8: Tireóide – Exame tríplice. Duração: 55 minutos. Esta aula tem como objetivo principal a caracterização dos nódulos tireoidianos pelo exame tríplice, ou seja, diferenciar os nódulos benignos dos malignos pelos três métodos (US, Doppler e elastografia). Ensina-se como raciocinar com os dados dos três métodos em conjunto e assim analisar os resultados do exame tríplice. Com muitas ilustrações, essa aula descreve também as principais características e critérios diagnósticos do método tríplice para os nódulos tireoidianos, correlacionando-os com os aspectos clínicos e anatomopatológicos. Cada um dos métodos tem sua sensibilidade, especificidade, VPP e VPN, os quais são mostrados e analisados, isoladamente e em conjunto.

Aula 9: Linfonodos cervicais.  Duração: 66 minutos. Esta aula ensina de forma simples e objetiva como o ultrassonografista pode reconhecer os níveis dos linfonodos cervicais para descrever ao cirurgião onde está(ão) situado(s) o(s) nódulo(s) cervicais suspeitos de acometimento metastático afim de serem topografados e descritos no laudo pré ou pós tireoidectomia total por câncer tireoidiano, com a  finalidade de facilitar a localização e remoção dos linfonodos malignos durante o ato cirúrgico. Para isso são utilizados os pontos de referência facilmente reconhecidos pelos ultrassonografistas no exame do pescoço. Em seguida, faz-se a descrição dos linfonodos pelo exame tríplice (US, Doppler e elastografia), caracterizando os linfonodos como benignos ou malignos, de acordo com os critérios diagnósticos de cada exame, comentando-se as facilidades e dificuldades de cada método.  Com muitas imagens descritivas e ilustrativas dos padrões benignos, malignos ou duvidosos dos linfonodos cervicais pela US, Doppler e elastografia, essa aula também compara a acuidade diagnóstica do método tríplice, realizando assim uma eficiente conclusão.

Aula 10: Loja tireoidiana. Duração: 60 minutos. Esta aula descreve qual é o protocolo clínico e ultrassonográfico para o acompanhamento pós cirúrgico do câncer da tireóide, que inclui: (a) rastreamento e monitoramento dos restos de tecidos tireoidianos e/ou tumorais na loja tireoidiana; (b) rastreamento e monitoramento dos linfonodos cervicais, visando a detecção de recidiva local ou metástases loco regionais em todos os pacientes operados, em especial aqueles que não apresentam elevação da tiroglobulina (variável biológica ou tireoidectomia parcial pregressa). São mostrados exemplos ilustrativos da loja tireoidiana normal, da pseudorrecidiva (restos tireoidianos ou granulomas) e da recidiva local verdadeira, de cada um dos exames: US, Doppler e elastografia. Também é mostrado como, nas lesões suspeitas pelo exame tríplice, é fundamental a PAAF  guiada pela US e dosagem da tiroglobulina do aspirado para orientar a conduta clínica e cirúrgica.

 

PORQUE OS RADIOLOGISTAS INSISTEM NA CANTILENA DE QUE MAMOGRAFIA AUMENTA DETECÇÃO? E DAÍ?


Interessaria saber se caiu a mortalidade pelo câncer de mama e sabe-se que não caiu!

Uma médica sanitarista e especialista em medicina preventiva escreveu-nos elogiando o artigo “A CAMPANHA PARA ABOLIR A MAMOGRAFIA GANHA FORÇA”.

Agradecemos e respondemos que entendíamos seu entusiasmo, pois foram as descobertas advindas da área com a qual trabalha a epidemiologia, que permitiu determinar as falhas da mamografia. Eu disse a ela que tive a oportunidade de assistir a inúmeras palestras em congressos médicos desde 1990, nas quais os radiologistas relatavam que a detecção estava aumentando e deveria cair a mortalidade em breve, o que nunca aconteceu!

A última vez foi em 2013, na Jornada  Anual sobre Câncer de Mama , ministrada por médica radiologista de São Paulo especializada em mamografia: a mesma cantilena, sem mudar o disco e ignorando que a mortalidade recusava-se a cair. A verdade não interessa!  Assombroso para profissional médico do sexo feminino.  Por que não falou sobre as taxas de mortalidade de câncer de mama nos países que adotaram o rastreio mamográfico de rotina e que nunca caíram em decorrência da mamografia?

Mas o importante é vender o peixe: façam a mamografia!

As mulheres que se danem!!!

Se você gosta de estatística, digira mais esta:

  • A Mortalidade por câncer em geral na Suécia é menor que Dinamarca
  • Atribuída a estilo de vida: os suecos são mais magros, fazem mais exercícios, a alimentação é mais saudável, fumam menos e comem menos embutidos do que os Dinamarqueses.
  • Suécia  90% população foi rastreada pela mamografia
  • Dinamarca 20% população foi  rastreada pela mamografia

 

Comparação queda mortalidade na população 50-69 anos ( 1989-2006)

Suécia              ↓ 16%

Dinamarca     ↓ 26%

A única área que a Dinamarca ganha da Suécia é no câncer de mama: as dinamarquesas tiveram maior queda da mortalidade do que entre as suecas e na  Dinamarca só 20% das mulheres fizeram a mamografia regularmente.  Será pelo efeito carcinogênico da irradiação da mamografia? Na Suécia foi rastreada quase 100% da população feminina entre 50 e 69 anos. A  queda da mortalidade de câncer de mama observada nos 2 países ocorreu após introdução de novos tratamentos, mais eficazes e não  pela mamografia,  pois daí a queda da mortalidade na Suécia  teria que ter sido maior.

rosasss

  • Figura 1 – símbolo da Comemoração 20 anos programa de rastreio mamográfico na Inglaterra  em 2008

Como são folhetos e campanhas mídia rastreio mamográfico?

  • Tudo róseo, como no símbolo fig. 1 – sem informação sobre malefícios
  • Mencionam que rastreio aumenta chance diagnóstico precoce e de ter cirurgia conservadora = falso
  • Malefícios chamados de inconvenientes
  • Benefícios mencionados são falsos
  • Dizem que Rastreio reduz mortalidade peo câncer de mama = falso
  • Não informam stress se mulher é chamada para refazer exame
  • Não informam que a mamografia pode diagnosticar Câncer inexistente
  • Não avisam risco diagnóstico excessivo e tratamento exagerado
  • Não avisam que Mamografia gera falsa segurança
    • Mulher crê que estará livre câncer de mama até o próximo exame e menospreza sinais do câncer de  intervalo   (50% dos casos)
  • Referências científicas citadas são erradas ou fraudadas
    • 100% das conclusões são de pesquisadores radiologistas, com sérios conflitos de interesses
    • 0% dos pesquisadores mencionados são neutros e respeitados pela comunidade científica,  como a  Cochrane e  Força Tarefa – EUA e teriam conclusões muito diferentes àquelas apresentadas nas campanhas